Deputado Zeca Dirceu apresentou pedido ao ministro Gilmar Mendes para invalidar votos no candidato do Novo, que lidera pesquisa com 24,9%

PT pede ao STF que invalide votos em Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Novo no Paraná, que lidera pesquisa com 24,9% das intenções de voto
O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) apresentou pedido ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, para anular os votos destinados ao ex-procurador da República Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo partido Novo no Paraná, na eleição deste domingo (4 de outubro de 2026).
Se o ministro atender ao pedido, os votos de Deltan serão computados como inválidos. Neste cenário, mesmo que ele figure entre os dois mais votados, apenas os outros dois candidatos ao Senado mais votados seriam eleitos.
Caso Deltan seja eleito e sua candidatura seja anulada posteriormente pelo Tribunal Superior Eleitoral, a Justiça Eleitoral precisará realizar novas eleições para definir um novo senador pelo estado.
Pesquisa do instituto Neokemp, divulgada no sábado (3 de outubro), aponta Deltan com 24,9% das intenções de voto para o Senado no Paraná, seguido por Filipe Barros (PL), com 23,5%. Gleisi Hoffmann (PT) aparece com 15,3% e Alexandre Curi (Republicanos), com 13,3%. O levantamento entrevistou 1.008 eleitores nos dias 1º e 2 de outubro de 2026, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,1 pontos percentuais (registro TSE nº PR-05345/2026).
Deltan respondeu pelas redes sociais: “O PT sabe que perde no voto popular e tenta agora fraudar as eleições utilizando uma manobra para conseguir uma decisão de Gilmar Mendes. Isso é um atentado contra a democracia, contra o TSE, contra a Constituição e contra a soberania do voto popular”.
A candidatura de Deltan foi aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, mas desde agosto o PT busca impedir sua participação na disputa. O partido recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral, que ainda não julgou o pedido para cassar o registro de candidatura. No TSE, o relator do caso, Floriano de Azevedo Marques, proferiu liminar confirmada depois pelo plenário da Corte, proibindo Deltan de fazer campanha eleitoral, mantendo a candidatura ativa.



