PT perde 18 deputados federais na tentativa de reeleição em 2026

Bancada petista na Câmara é reduzida. Sete deputados do partido também disputaram Senado e governos estaduais, mas não foram eleitos.

PT perde 18 deputados federais na tentativa de reeleição em 2026
Sede do Congresso Nacional, em Brasília. Casa é formada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados. Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

O primeiro turno das eleições de 2026 reduziu a bancada do PT na Câmara dos Deputados. Ao todo, 18 parlamentares que tentaram se reeleger não conseguiram.

O primeiro turno das eleições de 2026 reduziu a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, com 18 parlamentares que tentaram se reeleger sem êxito.

Além dos 18 que disputaram a reeleição, outros sete deputados federais do PT concorreram a outras posições e não foram eleitos, deixando a Câmara a partir de fevereiro de 2027.

Entre os não reeleitos para deputado federal estão Rui Falcão (SP), com 106.443 votos, e Paulo Teixeira (SP), com 106.062 votos. Na Bahia, Zé Neto recebeu 104.550 votos e Waldenor Pereira obteve 96.378 votos. No Rio Grande do Sul, Alexandre Lindenmeyer conquistou 89.434 votos. Em Piauí, Merlong Solano teve 78.499 votos e Florentino Neto recebeu 70.386 votos.

O PT, PCdoB e PV integram a Federação Brasil da Esperança. Na eleição para deputado federal, os três partidos são tratados em conjunto para calcular quantas cadeiras a federação conquista em cada estado. As cadeiras ficam com os candidatos mais votados da federação, independentemente de qual dos três partidos sejam filiados. Por isso, um deputado do PT pode ter votação expressiva, mas não conseguir uma cadeira se outros candidatos da própria federação tiverem mais votos e ocuparem as vagas disponíveis.

Os deputados que disputaram outros cargos e não foram eleitos incluem Erika Kokay (DF), que concorreu ao Senado com 610.950 votos (18,91%), Gleisi Hoffmann (PR), também pelo Senado com 1.542.636 votos (13,35%), e Benedita da Silva (RJ), que obteve 3.220.765 votos (20,22%) na disputa senatorial. Patrus Ananias (MG) recebeu 3.006.088 votos (26,34%) na eleição para governador de Minas Gerais, enquanto Helder Salomão (ES) conquistou 323.483 votos (15,32%) no pleito para governo do Espírito Santo.

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