PT e PL entregam procurações para quebra de sigilo de Lula e Flávio no TSE

Acordo entre campanhas inclui informações bancárias de oito anos e documentos sobre a Alcazar Holding, empresa investigada pela PF por lavagem de dinheiro.

PT e PL entregam procurações para quebra de sigilo de Lula e Flávio no TSE
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: Estadão Conteúdo/Ricardo Stuckert/PR

Equipes de Lula e Flávio cumprem acordo e entregam autorizações ao TSE para abertura de sigilos bancários, telefônicos e documentos de empresas relacionadas aos políticos.

As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entregaram na última quinta-feira (22) as procurações para abertura de sigilos bancários e telefônicos ao Tribunal Superior Eleitoral. O acordo foi oficializado após semana de confrontos sobre o tema na reta final da campanha presidencial a ser definida neste domingo (25).

Segundo as campanhas, os representantes conseguiram consenso para abranger sigilos de Flávio e Lula, além de informações de familiares e empresas relacionadas aos políticos. A equipe de Flávio afirmou estar cumprindo fielmente o acordo e entregou autorizações na sede do TSE, inclusive procuração referente à Alcazar Holding. A campanha petista também informou ter entregue todos os dados aos quais tem acesso, incluindo informações sobre cartão corporativo do presidente e de assessores, além de agendas.

A empresa Alcazar Holding pertence ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, e é investigada em inquérito sobre lavagem de dinheiro. A Polícia Federal suspeita que Flávio tenha sido sócio de Tomaz no negócio.

A disputa começou quando Lula desafiou Flávio a abrir seus sigilos durante debate televisionado pela Band no último domingo (18). O presidente ofereceu acesso a informações dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo. O senador respondeu dias depois que aceitaria a proposta caso outras condições fossem cumpridas pelo petista.

Flávio pediu que a transparência envolvesse período maior e incluísse documentos sobre familiares do atual presidente e gastos do cartão corporativo, entre outros pontos. A campanha do PT aceitou as exigências e adicionou mais um ponto: a quebra de sigilo de Flávio deveria abranger a Alcazar Holding.

Todos os documentos entregues permanecem nas mãos da Corte Eleitoral e ainda não foram tornados públicos. De acordo com o acordo entre as equipes eleitorais, caberia ao ministro do TSE a responsabilidade pela divulgação das informações. Não há previsão oficial para quando os dados serão disponibilizados publicamente.

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