Partido avalia risco de equiparação ao caso do venezuelano Juan Guaidó e possíveis sanções ao Brasil

O Partido dos Trabalhadores monitora possível tratamento político a Flávio Bolsonaro nos EUA que poderia ampliar pressão sobre o Brasil.
O Partido dos Trabalhadores avalia com receio o tratamento político que o senador Flávio Bolsonaro (PL) receberá nos Estados Unidos. De acordo com o analista Pedro Venceslau, a avaliação interna do partido é de que a presença do político em solo americano pode ampliar a pressão internacional sobre o Brasil.
Um dos cenários monitorados pelo PT envolve uma possível equiparação ao tratamento dado ao opositor venezuelano Juan Guaidó. Guaidó deixou a Venezuela após um processo eleitoral conturbado em 2018, foi para os Estados Unidos e chegou a ser reconhecido como presidente legítimo do país, contestando a vitória de Nicolás Maduro e obtendo também reconhecimento de diversas outras nações.
“Claro que essa não é a situação de Flávio Bolsonaro, mas os EUA podem dar um tratamento a ele de uma liderança política internacional e, a partir disso, impor sanções ao Brasil. Eles podem exigir contrapartidas com essa justificativa e até mesmo voltar a aplicar a Lei Magnitsky”, afirmou Venceslau.
Segundo o analista, ainda não está claro qual seria o plano de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. A principal possibilidade é a de que ele tente atuar como uma espécie de liderança à distância, mantendo influência no cenário político brasileiro.
Venceslau também destacou que o fato de Donald Trump, até o momento, não ter reconhecido o processo eleitoral brasileiro e tê-lo criticado, pode ser um sinal de abertura para que Flávio Bolsonaro construa uma narrativa de perseguição política.



