Candidato à Presidência classifica adversário como desqualificado e afirma que eleição é a mais estranha desde a redemocratização

Renan Santos classificou Flávio Bolsonaro como desqualificado, covarde e burro após votar em São Paulo nesta manhã.
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) votou na manhã deste domingo (4) em uma escola na Zona Sul de São Paulo e realizou críticas contundentes ao seu rival político.
Na saída do local de votação, Renan Santos classificou Flávio Bolsonaro (PL) como “desqualificado, covarde e burro”. Segundo o candidato, a candidatura do adversário seria um “sintoma de que o país está no seu pior momento politicamente”.
“Um cara que a única função é ser filho de um outro cara que também não era muito inteligente, já nos diz muito sobre o momento atual. Ninguém, nenhum eleitor do Flávio sabe explicar por que vota no Flávio”, argumentou Renan.
O candidato também criticou a qualidade do processo eleitoral em andamento. De acordo com Renan Santos, a judicialização transformou esta na “eleição mais bizarra de todas”, comparando-a negativamente com pleitos anteriores à atual democracia.
“Acho que vocês estão presenciando aí a eleição mais estranha desde a redemocratização, desde a eleição de 1989. É uma eleição que não tem sentido, tudo muda o tempo todo. Não houve debate, não houve discussão, ninguém sabe as propostas dos candidatos que lideraram as pesquisas, ou seja, esta é a pior eleição desde a redemocratização”, afirmou.
O empresário atribuiu parte do problema à ausência de debates televisivos. A TV Globo cancelou o debate do primeiro turno que ocorreria na quinta-feira (1º), em meio a decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre participações de candidatos e à presença de um púlpito vazio destinado ao presidente Lula (PT).
Segundo Renan, a falta de discussões sobre propostas resultou em uma “eleição vazia”, que “foi construída para ser vazia”. Para o candidato, “as principais forças” teriam “medo de que surja um outsider” disposto a questionar sobre escândalos de corrupção.
“Então elas criaram uma eleição para que elas pudessem disputar fingindo demência, então é uma eleição em que os candidatos disputaram fingindo demência o tempo todo”, completou.
De acordo com o candidato, sua campanha trabalhou para combater a estratégia de voto útil, pela qual campanhas tentam concentrar votos nos candidatos mais competitivos, em detrimento dos nomes menos bem colocados nas pesquisas.



