Petista deve dar resposta até terça sobre participação. Critérios de seleção ainda são indefinidos para as campanhas rivais.

Campanhas de Renan Santos e Romeu Zema buscam espaço no debate de quinta-feira se o presidente Lula não comparecer.
As campanhas de Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) ainda buscam brechas para conseguir participar do último debate antes do 1º turno, transmitido pela TV Globo nesta quinta-feira (1º de outubro). Lula deve dar resposta final à emissora até esta terça-feira (29), mas aliados do petista não veem possibilidade de mudança de decisão. Flávio Bolsonaro (PL) confirmou presença no evento.
Sem Lula, a dúvida é se Renan ou Zema seriam chamados para o lugar do petista. As outras duas vagas reservadas seriam de Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), porque são de partidos que atingiram regras impostas pela lei de representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso com a eleição de 2022.
Renan Santos afirmou que os critérios não estão claros para a campanha. “Os critérios são vagos. Eles falam que é o TSE, então o TSE eu não tenho nenhum direito de ir, porque eu tenho um parlamentar e zero eleitos. O Novo também não tem, só que ele elegeu três em 2022. Em 2022, eu não existia. É esse o critério? É o critério que deu estar na frente do Zema nas pesquisas? Eles não falam.”
O time de Zema também não dá como certa a possibilidade do candidato ser chamado para participar. Sob reserva, um aliado reclamou das regras e afirmou que ainda há esperança de o candidato comparecer se o critério for o número de deputados eleitos na legislação de 2022.
A TV Globo define os critérios para participação em seus debates de acordo com a legislação eleitoral e metodologia própria. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estabelece normas gerais, mas emissoras têm autonomia para estabelecer regras adicionais em seus eventos.



