Segundo voto no Senado é incógnita que pode derrubar favoritos

Pesquisadores apontam que indecisão do eleitor até a última hora reduz precisão das pesquisas eleitorais para a Casa Alta

Segundo voto no Senado é incógnita que pode derrubar favoritos
Plenário do Senado Federal durante sessão não deliberativa. Foto: Roque de Sá/Agência Senado — Foto: Plenário do Senado Federal durante sessão não deliberativa.  • Roque de Sá/Agência Senado

Pesquisadores alertam que o segundo voto é incógnita nas eleições para o Senado e pode mudar a conjuntura final das disputas

O segundo voto nas eleições para o Senado é uma incógnita que pode derrubar candidatos favoritos, apontam pesquisadores eleitorais.

O histórico das disputas para a Casa Alta mostra que muitos favoritos ficaram de fora, enquanto azarões surpreenderam. Neste ano, estão em jogo duas vagas por estado, e cada eleitor escolhe dois candidatos.

Muitos eleitores definem o primeiro nome com antecedência, mas deixam o segundo para a última hora. É nesse momento que as pesquisas perdem precisão. Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, informou que o fenômeno ocorre pela indecisão até a última hora e desinteresse do eleitor pelo cargo.

“A pesquisa mais difícil de fazer é a do Senado, porque o cenário muda muito na reta final”, afirmou Tokarski.

Segundo o CEO da Nexus, nas eleições com duas vagas em disputa o segundo voto é sempre uma incógnita e pode mudar a conjuntura. Guilherme Russo, diretor de inteligência da Quaest, completa que a indecisão do eleitor para o Senado é equivalente à de deputado federal.

“Os candidatos ideológicos em geral têm o primeiro voto, mas não o segundo. Esse foi o caso, por exemplo, dos petistas Dilma Rousseff em Minas Gerais e Eduardo Suplicy em São Paulo em 2018”, citou o diretor da Quaest.

“A direita tem mais indecisos para o Senado, mas muitas vezes é beneficiada na reta final por esse segundo voto útil”, disse Russo.

Russo e Tokarski convergem na avaliação de que a eleição presidencial dificilmente terminará no primeiro turno. Tokarski lembra que historicamente o eleitor que desiste de votar é majoritariamente o de mais baixa renda e escolaridade, que formam a base principal dos incumbentes desde Fernando Henrique Cardoso.

Ele observa que a abstenção vem crescendo: foi de 19% para 20% entre 2014 e 2018 e depois cresceu para 21% em 2022. “O eleitor de alta renda vota mais, e isso favorece o Flávio Bolsonaro“, concorda Russo.

Continue acompanhando nosso portal para mais notícias!

plugins premium WordPress