Demóstenes Porto Fagundes confessou à Polícia Federal que usou dados falsos em ação que chamou de brincadeira de mau gosto

Demóstenes Porto Fagundes, funcionário da Infraero desde 2003, confessou à Polícia Federal que realizou filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro ao Partido Missão
Um funcionário da Infraero admitiu ter realizado uma filiação fraudulenta do senador Flávio Bolsonaro (PL-DF) ao Partido Missão. Demóstenes Porto Fagundes, servidor da empresa desde 2003, confessou à Polícia Federal em depoimento realizado em Belo Horizonte no dia 21 de agosto que usou informações falsas para filiar o senador.
Segundo a Polícia Federal, Fagundes alegou que a ação foi uma “brincadeira de mau gosto” e que não tinha o propósito de prejudicar a candidatura do senador à Presidência.
O episódio impediu temporariamente que Flávio Bolsonaro registrasse sua candidatura à Presidência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O celular de Fagundes foi apreendido para perícia.
O Tribunal Superior Eleitoral identificou o uso indevido do sistema, mas descartou a hipótese de ataque hacker. A tentativa de cancelar a filiação foi rejeitada pelo tribunal, de acordo com informações divulgadas.
O Partido Missão negou qualquer envolvimento no caso e informou ter sido vítima de fraude. A legenda forneceu às autoridades registros de acesso, e-mails e endereços de protocolo de internet (IPs) para auxiliar na investigação.
Além do caso envolvendo Flávio Bolsonaro, o TSE também identificou uma tentativa de alteração da filiação partidária do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme o tribunal, esse procedimento foi bloqueado antes de ser concluído.
Em resposta aos incidentes, o Tribunal Superior Eleitoral suspendeu temporariamente o processamento de novos registros de filiação. A autoria das tentativas fraudulentas permanece sob investigação da Polícia Federal.



