Sistema proporcional deixa 196 candidatos sem vaga na Câmara apesar de alta votação

Duarte Jr recebeu 140 mil votos no Maranhão, mas não foi eleito. Mecanismo garante representação partidária proporcional ao eleitorado.

Sistema proporcional deixa 196 candidatos sem vaga na Câmara apesar de alta votação
Sessão da Câmara dos Deputados. Foto: Câmara dos Deputados — Foto: Câmara dos Deputados  • undefined

Quase 200 candidatos ficaram sem vaga na Câmara apesar de receberem mais votos que o último eleito do estado. Duarte Jr, pelo Avante no Maranhão, teve 140 mil votos.

As eleições de 2026 para a Câmara dos Deputados deixaram 196 candidatos sem vaga apesar de receberem votação expressiva. O caso mais emblemático é Duarte Jr (Avante-MA), que obteve 140.961 votos, mas não conquistou cadeira na Casa.

Enquanto isso, Márcio Jerry (PCdoB-MA) ocupou a última vaga disponível pelo Maranhão com apenas 54.900 votos. A diferença ocorre porque o Brasil adota o sistema proporcional para eleições de deputado federal.

No sistema proporcional, diferentemente de cargos majoritários como presidente ou senador, em que ganha quem recebe mais votos individualmente, o objetivo é garantir que diferentes grupos e correntes partidárias estejam representados na Câmara de acordo com o tamanho do seu eleitorado em cada estado. Isso significa que um candidato com muitos votos pode ficar de fora enquanto outro com menos votos acaba eleito.

Outros candidatos que ficaram sem eleição apesar de alta votação incluem Aava Santiago (PSB-GO, com 123.311 votos), Robinson Faria (PP-RN, com 123.008 votos), Atila Lins (PSD-AM, com 118.182 votos) e Renato Roseno (PSOL-CE, com 116.905 votos).

Ao todo, 513 candidaturas ocuparão as vagas na Câmara de 2027 a 2030. O sistema proporcional determina que o número de deputados eleitos por cada partido em cada estado seja proporcional aos votos recebidos pela legenda, não pelos candidatos individualmente.

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