Fármacos custam até R$ 366 mil na rede privada e estarão disponíveis em 17 estados brasileiros com impacto de R$ 4 bilhões anuais

A partir desta semana, nove novos medicamentos para tratamento de câncer passam a ser disponibilizados pelo SUS. Os produtos são de alta tecnologia.
O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a disponibilizar nove novos medicamentos para tratamento de câncer a partir desta semana. Os fármacos são considerados de alta tecnologia e visam auxiliar na sobrevida e qualidade de vida dos pacientes. O anúncio oficial será realizado em São Paulo nesta terça-feira (20), durante as ações do Outubro Rosa.
Além do câncer de mama, há medicações voltadas para pacientes com cânceres de próstata, pulmão e linfomas. Muitos desses medicamentos eram aguardados há mais de dez anos pelos pacientes e alguns constavam como presentes no SUS, mas não eram repassados aos estados. O impacto estimado é de R$ 4 bilhões por ano.
Os nove tratamentos atuam de formas diferentes, de acordo com o tipo de tumor, o estágio da doença e o perfil de cada paciente. A partir de agora, estarão disponíveis em 17 estados brasileiros.
Entre os medicamentos está o abemaciclibe, fármaco de alta tecnologia indicado para o tratamento do câncer de mama que ajuda a controlar a progressão da doença. Na rede privada, o tratamento chega a custar R$ 366 mil.
A lista inclui ainda trastuzumabe (câncer de estômago ou junção esofagogástrica), acetato de lanreotida (tumores neuroendócrinos), pazopanibe (câncer de rim de células claras metastático), rituximabe (leucemia linfocítica crônica, linfoma folicular e linfoma difuso), abiraterona (câncer de próstata resistente à hormonioterapia), gefitinibe (câncer de pulmão não pequenas células em primeira linha), TSH recombinante (câncer diferenciado de tireoide) e sunitinibe (câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado).
O Ministério da Saúde promete chegar a 23 novos fármacos oncológicos até o fim do ano, ampliando em 35% as alternativas na rede pública de saúde.


