Ministro do STF criticou uso do horário gratuito para embates pessoais entre candidatos na véspera do segundo turno

Ministro Dias Toffoli criticou o uso do horário eleitoral gratuito para ataques entre candidatos na véspera do segundo turno
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), defendeu neste sábado (24), véspera do segundo turno, que a Justiça Eleitoral encontre meios de impedir que os canais de comunicação cedidos a candidatos se transformem em “um ringue”. A declaração foi dada em encontro com observadores e representantes internacionais nesta manhã.
Segundo Toffoli, o eleitor deixou de acompanhar propostas de governo e passou a assistir a “embates pessoais” na propaganda eleitoral oficial e nas redes sociais.
“Nós temos que fazer com que a política volte a discutir política, e esse é um grande desafio, eu penso não só no Brasil, mas para grande parte do mundo democrático”.
O ministro criticou o uso do horário eleitoral gratuito para ataques entre candidatos. Conforme Toffoli, o espaço é pago pelo cidadão, já que as emissoras recebem abatimento de imposto pelo tempo cedido.
“Não pode ser pago pelo cidadão brasileiro para ouvir ofensas entre candidatos”.
O tema já havia sido tratado por Toffoli na quinta-feira (22), durante sessão plenária do TSE. Na ocasião, ele classificou como “vergonhosas” campanhas centradas em acusações a adversários e em ligações de aliados com crimes.
A ministra Estela Aranha também criticou o excesso de acusações de participação em crime organizado e informou que o tribunal tentou conversar com as campanhas sobre o assunto.
A Justiça Eleitoral acumula mais de 100 mil processos neste ano. A maior parte está relacionada à prestação de contas eleitorais e a notícias de irregularidades na propaganda eleitoral.
Na quinta-feira, o vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, autorizou os dois candidatos do segundo turno a divulgarem, por conta própria, seus dados bancários, fiscais e telefônicos.



