Toffoli defende fim de ataques na propaganda eleitoral oficial

Ministro do STF criticou uso do horário gratuito para embates pessoais entre candidatos na véspera do segundo turno

Toffoli defende fim de ataques na propaganda eleitoral oficial
Ministro Dias Toffoli em sessão plenária do TSE. Foto: Antonio Augusto/TSE — Foto: Ao centro, o ministro Dias Toffoli em sessão plenária do TSE  • Antonio Augusto/TSE

Ministro Dias Toffoli criticou o uso do horário eleitoral gratuito para ataques entre candidatos na véspera do segundo turno

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), defendeu neste sábado (24), véspera do segundo turno, que a Justiça Eleitoral encontre meios de impedir que os canais de comunicação cedidos a candidatos se transformem em “um ringue”. A declaração foi dada em encontro com observadores e representantes internacionais nesta manhã.

Segundo Toffoli, o eleitor deixou de acompanhar propostas de governo e passou a assistir a “embates pessoais” na propaganda eleitoral oficial e nas redes sociais.

“Nós temos que fazer com que a política volte a discutir política, e esse é um grande desafio, eu penso não só no Brasil, mas para grande parte do mundo democrático”.

O ministro criticou o uso do horário eleitoral gratuito para ataques entre candidatos. Conforme Toffoli, o espaço é pago pelo cidadão, já que as emissoras recebem abatimento de imposto pelo tempo cedido.

“Não pode ser pago pelo cidadão brasileiro para ouvir ofensas entre candidatos”.

O tema já havia sido tratado por Toffoli na quinta-feira (22), durante sessão plenária do TSE. Na ocasião, ele classificou como “vergonhosas” campanhas centradas em acusações a adversários e em ligações de aliados com crimes.

A ministra Estela Aranha também criticou o excesso de acusações de participação em crime organizado e informou que o tribunal tentou conversar com as campanhas sobre o assunto.

A Justiça Eleitoral acumula mais de 100 mil processos neste ano. A maior parte está relacionada à prestação de contas eleitorais e a notícias de irregularidades na propaganda eleitoral.

Na quinta-feira, o vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, autorizou os dois candidatos do segundo turno a divulgarem, por conta própria, seus dados bancários, fiscais e telefônicos.

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