Professor identifica três expressões em inglês que soam estranhas para americanos

Brasileiro traduz estruturas do português para o inglês de forma gramaticalmente correta, mas pouco natural na prática

Professor identifica três expressões em inglês que soam estranhas para americanos
Aula de inglês. Foto: Freepik — Foto: Brasileiros costumam  • Freepik

Professor de inglês aponta diferenças entre falar corretamente e falar de forma natural em conversas com americanos

Um professor de inglês com experiência ensinando brasileiros e vivendo nos Estados Unidos identifica que a maior dificuldade de quem aprende uma segunda língua não é falar corretamente, mas falar de forma natural. Segundo ele, existe diferença enorme entre saber inglês e saber como as pessoas realmente usam a língua.

Muitas vezes, o brasileiro traduz uma estrutura que funciona perfeitamente em português. O americano entende. A gramática pode estar correta. Mas algo soa estranho. O professor separa três exemplos que escuta com frequência.

O primeiro é “I have a doubt”. O brasileiro quer dizer “Eu tenho uma dúvida” e traduz literalmente como “I have a doubt”. A frase existe em inglês, mas “doubt” está normalmente relacionado a incerteza, desconfiança ou falta de convicção. Quando se quer fazer uma pergunta em aula, reunião ou conversa, o mais natural é “I have a question”.

“Parece uma diferença pequena, mas é exatamente esse tipo de detalhe que começa a separar o inglês traduzido do inglês natural.”

O segundo exemplo é “I’m going to make a party”. Em português, fazemos uma festa, então é natural que o brasileiro pense “fazer” = “make”. Provavelmente todos vão entender. Mas um americano normalmente diria “I’m going to have a party” ou “I’m going to throw a party”. Make significa “fazer” em inúmeras situações, mas não significa que toda vez que usamos “fazer” em português devemos usar make em inglês. Línguas não funcionam como planilha de equivalências.

O terceiro caso é “I’m fine, thank you. And you?”. Não está errado. Está corretíssimo. O problema é que muita gente aprendeu essa resposta como fórmula matemática. Na vida real, especialmente nos Estados Unidos, respostas são muito mais simples: “Good. You?”, “I’m good. How about you?”, “Pretty good” ou “Doing well”. Dependendo da situação, o “how are you?” nem é exatamente uma pergunta sobre como você está. Pode ser simplesmente uma saudação.

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