Ministro Ricardo Villas Boas Cueva pediu relatórios sobre inteligência artificial e distribuição de conteúdos políticos nas plataformas.

O corregedor-geral eleitoral do TSE determinou nesta sexta-feira que Meta e X apresentem esclarecimentos sobre uso de inteligência artificial em campanhas.
O corregedor-geral eleitoral e ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ricardo Villas Boas Cueva, determinou nesta sexta-feira (23) que a Meta e o X apresentem uma série de esclarecimentos e relatórios técnicos a respeito do uso de inteligência artificial, distribuição de conteúdos políticos e veiculação de anúncios eleitorais no perfil de candidatos. O prazo para entrega do material é de 24 horas.
A decisão foi tomada no âmbito de ação movida pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que pede investigação sobre suposto favorecimento das plataformas à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Entre os esclarecimentos determinados à Meta estão relatórios que mostrem se perfis ligados a Flávio e ao deputado Nikolas Ferreira receberam tratamento privilegiado, ajustes de ranqueamento ou exceções às regras normais de recomendação.
O ministro também pediu explicações sobre os critérios adotados pela empresa para ordenação de GIFs e sugestões de hashtags no Instagram e WhatsApp. O corregedor determinou que a Meta submeta à revisão humana a remoção do vídeo de divulgação do episódio “Flavinho de Papai”, da série Revelando, retirado do Instagram sob a justificativa de uso de inteligência artificial.
Ao X, o ministro exige relatório sobre os critérios e filtros aplicados pela inteligência artificial Grok em solicitações sobre os candidatos. Questiona também se ela gera conteúdos político-eleitorais sem provocação direta.
A campanha do presidente Lula pediu nesta semana investigação contra a Meta por descumprimento de decisões judiciais que determinam à plataforma isonomia de tratamento a conteúdos sobre o petista e seu adversário nas urnas, Flávio Bolsonaro. A ação menciona mensagens reveladas pela Folha de S. Paulo em que funcionários da companhia admitem restrições que prejudicam Lula e recomendação algorítmica de perfis relacionados a Flávio.



