TSE manda Lula remover vídeo gravado no Palácio da Alvorada sobre caso Master

Ministro Kassio Nunes Marques determinou retirada em 24 horas por uso de bem público em campanha eleitoral

TSE manda Lula remover vídeo gravado no Palácio da Alvorada sobre caso Master
Presidente Lula durante ato de campanha no Rio de Janeiro em agosto de 2026. Foto: Ricardo Stuckert

Presidente do TSE determinou que chapa Lula-Alckmin retire nas próximas 24 horas conteúdo gravado no Palácio da Alvorada

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB), candidatos à reeleição, retire das redes sociais em até 24 horas um vídeo gravado no Palácio da Alvorada em que Lula comenta o caso Banco Master. A decisão é liminar e atende a uma representação do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a Presidência contra Lula.

Flávio Bolsonaro acusa a chapa à reeleição de conduta vedada, por uso de bem público em benefício de candidatura, prática proibida pelo artigo 73 da Lei das Eleições. O vídeo foi gravado em 3 de setembro e publicado no YouTube, Instagram, Facebook e X, plataformas que receberam dos candidatos informações sobre serem canais oficiais da campanha.

Segundo o ministro Kassio Nunes Marques, uma resolução do TSE permite que presidentes, governadores e prefeitos usem um cômodo da residência para conteúdo eleitoral, mas exige um ambiente neutro, sem símbolos ligados ao cargo. O vídeo em questão não atendeu a esse requisito, pois as imagens mostram Lula com a bandeira nacional e o estandarte presidencial ao fundo, além de outros elementos associados à Presidência.

Nunes Marques também proibiu o uso do vídeo, inteiro ou em trechos, no horário eleitoral gratuito de rádio e TV. Segundo a representação, a campanha chegou a cogitar essa veiculação.

O ministro mandou que a Presidência da República, a Secretaria de Comunicação (Secom) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) informem, em cinco dias, quem da equipe técnica entrou no Palácio da Alvorada para a gravação, quais servidores e equipamentos foram usados na produção e se as despesas foram pagas pelo comitê de campanha ou pelo governo federal. As respostas vão servir para apurar se houve também uso de servidores e serviços públicos, vedado pelos incisos II e III do artigo 73.

O pedido para que as plataformas preservassem os dados das publicações foi negado por Kassio Nunes Marques. Segundo o ministro, um relatório técnico já anexado ao processo documenta o conteúdo. Lula e Alckmin terão cinco dias para apresentar defesa depois de serem citados.

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