Maurício Moura, fundador do Instituto Idea, analisa o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 e traça cenários para o segundo turno.

Segundo especialista do Instituto Idea, antipetismo foi fator determinante na votação de primeiro turno. Flávio Bolsonaro e Lula irão ao segundo turno.
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentarão o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 após terem recebido o maior número de votos no primeiro turno realizado no domingo (4), conforme divulgado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta terça-feira (5).
Em análise ao Instituto Idea, o fundador Maurício Moura afirmou que a votação em Bolsonaro foi impulsionada principalmente pela rejeição ao governo Lula. O especialista destacou que grande parte dos eleitores que votaram no candidato da oposição não necessariamente possuem adesão a ele, mas buscavam uma oportunidade para derrotar o PT.
“O eleitor que não aprova o governo se aglutinou principalmente na candidatura do Flávio Bolsonaro, até esvaziando as outras candidaturas na reta final”, afirmou Moura. Segundo o analista, “muitos eleitores até nem gostam do Flávio, mas era a melhor oportunidade para tirar o PT e ganhar do Lula”.
O fundador do Instituto Idea classificou esse movimento como “a maior antecipação do segundo turno no primeiro desde o de 89”. Para Moura, o antipetismo funcionou como fator determinante desde o início da campanha eleitoral.
A ausência de uma terceira via competitiva também foi analisada pelo especialista. Ele apontou dois fatores centrais: a ampla notoriedade dos nomes Lula e Bolsonaro em contraste com o desconhecimento dos demais candidatos, e a duração curta da campanha, de aproximadamente seis semanas. Nenhum dos candidatos que buscavam esse espaço conseguiu superar 3% dos votos, segundo dados do TSE.
Ao avaliar a campanha de Bolsonaro, Moura afirmou que o principal acerto foi se consolidar como o candidato mais bem posicionado para a mudança. No entanto, ponderou que a campanha do segundo turno precisará “endereçar melhor o que vai fazer na economia real”, uma vez que se trata de “uma eleição de pessoas endividadas” e as propostas nessa área ainda são pouco conhecidas pelo eleitorado.



