Candidato da Missão critica pesquisas quantitativas e reclama exclusão do debate da Globo marcado para 1º de outubro

Durante comício em Piracicaba nesta quinta (24), o candidato à presidência negou que apoiará qualquer um dos dois em eventual segundo turno.
Durante agenda em Piracicaba nesta quinta-feira (24), o candidato à presidência Renan Santos (Missão) negou que apoiará Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno envolvendo os dois nomes.
“Lula não é inocente, [Flávio] Bolsonaro recebeu R$ 130 milhões pro filme, que claramente é propina, e se o Flávio discorda, me processe ou me encare. Pegou jatinho com Vorcaro, troca favores e afagos. Isso é absurdo, é o fim da política e do judiciário. A população brasileira precisa desesperadamente de um despertar. Eu não voto nem em PT nem em Flávio”, afirmou durante comício.
Renan também criticou as pesquisas quantitativas divulgadas nesta semana. Segundo o candidato, os levantamentos “não batem” com o que ele enxerga em sua campanha de campo.
“Tô rodando o Brasil com caravana própria, parando de cidade em cidade, eventos com pessoas reais e não que são pagas para estar no evento”, declarou. Nos levantamentos divulgados nesta semana, o candidato pontuou 3% na Quest, 4,5% na AtlasIntel/Bloomberg e 3% no Datafolha divulgado nesta quinta-feira (24).
Renan também lamentou não ter sido convidado ao debate da TV Globo marcado para 1º de outubro. “Fui retirado do debate da Globo e vamos ser sinceros? A campanha do Flávio foi atrás de todas as emissoras para me tirar dos debates, aparente conseguiu. Vamos ver se ele vai porque acho que mesmo sem eu ir ele vai ter medo”, criticou.
A emissora baseou-se na lei eleitoral para não convidar Renan Santos e Romeu Zema (Novo) por seus partidos terem menos de cinco deputados federais. Foram chamados, além de Flávio Bolsonaro e Lula, os candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).
Segundo a legislação eleitoral, apenas candidatos cujos partidos possuem representação mínima de cinco deputados federais têm direito garantido a participação em debates. A TV Globo utilizou este critério para definir os participantes do confronto eleitoral que ocorrerá em 1º de outubro.



