Presidente do TSE considerou haver descontextualização grave nas acusações contra o senador. Propaganda foi veiculada em agosto em rádio e TV.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu neste sábado um jingle da campanha de Lula que associava Flávio Bolsonaro a compra de imóveis em dinheiro vivo e rachadinha.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, suspendeu neste sábado (26/9) um jingle da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) que atacava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo Nunes Marques, a propaganda eleitoral continha descontextualização grave nas acusações contra o parlamentar. A peça associava Flávio Bolsonaro à compra de imóveis em dinheiro vivo, a um esquema de rachadinha e ao caso do Banco Master.
“Quem pediu Daniel Vorcaro R$ 61 milhões pra fazer o filme do pai? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem teve vários depósitos em dinheiro na loja de chocolate? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem é acusado de comandar o esquema de ‘rachadinha’ no gabinete do Flávio? É o Queiroz, amigo do Flávio”, dizia trecho da propaganda.
O jingle também questionava uma homenagem prestada por Flávio Bolsonaro a Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) que se tornou uma das lideranças do crime organizado no Rio de Janeiro. “Quem homenageou o miliciano Adriano da Nóbrega com a medalha? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem comprou pelo menos 51 imóveis em dinheiro vivo?”, mencionava a propaganda.
O TSE afirmou que “a controvérsia gravita em torno da eventual desqualificação da honra do representante e da possível descontextualização grave das afirmações veiculadas”, conforme consta na decisão de Nunes Marques.
A propaganda de rádio e TV havia sido veiculada de 28 a 31 de agosto de 2026 em sete oportunidades por quatro emissoras. Ao deferir o pedido liminar, Nunes Marques determinou a suspensão da inserção e do programa de rádio impugnados até o eventual julgamento do pedido principal da representação.


