Fachin marca julgamento sobre fake news de Nossa Senhora para quarta no STF

Presidente da Suprema Corte enfrenta divisão entre ministros sobre fazer sessão presencial ou virtual às vésperas do primeiro turno das eleições

Fachin marca julgamento sobre fake news de Nossa Senhora para quarta no STF
Ministro Edson Fachin em sessão plenária do STF. Foto: Victor Piemonte/STF — Foto: Ministro Edson Fachin em sessão plenária do STF  • Victor Piemonte/STF

O presidente do STF sinalizou marcar o julgamento para quarta-feira (30) sobre a decisão do ministro André Mendonça na fake news de Nossa Senhora Aparecida.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, sinalizou marcar para quarta-feira (30) o julgamento sobre a fake news de Nossa Senhora Aparecida. A data marca novo capítulo de divisão interna no tribunal.

Um grupo de ministros defende que o plenário físico avalie se houve risco à liberdade de expressão na decisão do ministro André Mendonça sobre o episódio de dispersão de informação mentirosa, conforme apurou a CNN Brasil. O desafio do presidente da Suprema Corte é controlar as discussões e evitar que o caso se torne um novo capítulo do desgaste de imagem do Poder Judiciário.

Outra ala do tribunal, porém, discorda dessa avaliação. Para magistrados ouvidos pela CNN, o risco é grande de que um julgamento presencial crie desgaste desnecessário para a Suprema Corte às vésperas do primeiro turno das eleições. A avaliação inicial dos diferentes grupos era de que seria preferível que o caso fosse resolvido no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral, de preferência no plenário virtual.

Há receio de que o debate no plenário físico, com transmissão ao vivo e discussão entre os ministros, impeça a tentativa de reduzir a tensão interna no tribunal. O cancelamento de sessões plenárias foi uma estratégia adotada por Fachin durante algumas semanas para tentar conter a crise deflagrada no início de setembro.

Para os ministros que defendem a realização da sessão, o STF tem de realizar as sessões plenárias, embates fazem parte do tribunal e o colegiado tem de dar uma palavra final sobre o assunto, que tem impacto eleitoral. Apesar de ter sinalizado, Fachin ainda não marcou a análise formalmente.

O STF completa nesta semana um mês de crises sucessivas. Desde que André Mendonça tornou público um relatório que aponta suposta relação de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, o tribunal vive momento de alta tensão institucional.

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