Ministério de Portos e Aeroportos concentra esforços em consolidar iniciativas já estruturadas. Investimento privado em portos caiu R$ 10 bilhões de um ano para o outro.

Ministério de Portos e Aeroportos não anunciou novos investimentos durante apresentação da carteira para 2027 a 2030, focando em consolidar projetos já estruturados.
O Ministério de Portos e Aeroportos não anunciou novos investimentos para portos e aeroportos durante apresentação nesta quinta-feira (8) da carteira para 2027 a 2030. A pasta concentrou esforços para consolidar projetos já estruturados ao longo de 2023 a 2026.
Nos aeroportos, a prioridade será dar continuidade a projetos em andamento, como o acordo de repactuação do Aeroporto de Viracopos em Campinas (SP) e o programa AmpliAR, que foca na incorporação de aeroportos regionais em contratos com mais rentabilidade. Uma solução para Viracopos está em construção desde 2020, após passar por pedido de relicitação e tentativa de acordo consensual dentro da Secex Consenso do TCU (Tribunal de Contas da União). O contrato agora passa por arbitragem dentro da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil).
Em 2026, os investimentos públicos em aeroportos somaram R$ 243,7 milhões, enquanto o setor privado aplicou R$ 2,4 bilhões. No acumulado de 2023 a 2026, foram R$ 1,4 bilhão em recursos públicos e R$ 11,6 bilhões em investimentos privados, segundo dados da pasta.
O ministro Tomé Franca anunciou durante apresentação no Fórum Brasil Export a liberação de R$ 7,1 bilhões em crédito adicional por meio do FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil no Brasil).
Na carteira portuária, estão inclusos projetos como o Tecon Santos 10, o SSB01 no Porto de São Sebastião e o Terminal de Contêineres de Itajaí. Todos esses projetos estavam no cronograma de leilão de 2026 e precisaram ser adiados por conflitos. A carteira também abrange a concessão do canal de acesso aquaviário do Porto de Santos e obras de dragagem nos acessos aquaviários de diversos portos brasileiros. Está prevista ainda a conclusão do Moegão no Porto de Paranaguá, obra que já está em andamento.
Em 2026, os portos receberam R$ 2,32 bilhões em investimentos públicos e R$ 8,1 bilhões em aportes privados. O investimento privado teve uma queda de R$ 10 bilhões de um ano para o outro.



