Segundo turno testa capacidade de Lula e Flávio Bolsonaro alcançarem eleitores indecisos

Mais de 33 milhões de brasileiros se abstiveram no primeiro turno, a maior abstenção desde 1998, em disputa entre PT e PL

Segundo turno testa capacidade de Lula e Flávio Bolsonaro alcançarem eleitores indecisos
Urna eletrônica usada nas eleições presidenciais brasileiras. Foto: Vox Radar — Foto: Vox Radar: eleitores de Flávio se mobilizam em perfis de outros candidatos

Segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) testa capacidade de convencer eleitores que se abstiveram ou fugiram da polarização

O segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) coloca em prova a capacidade de ambos os candidatos em alcançar eleitores que se distanciaram da polarização política no primeiro turno.

A disputa ocorre com dois grupos específicos: aqueles que fugiram da escolha entre candidatos e os que não compareceram às urnas. Entre eleitores de Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), pesquisas apontam vantagem inicial de Flávio na migração dos votos.

O segundo grupo, porém, é significativamente maior e mais difícil de prever. Aproximadamente 33 milhões de brasileiros se abstiveram no primeiro turno, marcando a maior abstenção em uma eleição presidencial desde 1998.

Para alcançar esse eleitor desmotivado, os candidatos não podem simplesmente repetir os discursos que mobilizam seus apoiadores tradicionais. É necessário comunicar com quem não se sentiu representado na disputa e demonstra desinteresse quanto às transformações que o país pode sofrer.

A campanha de Lula concentra suas expectativas nesse eleitorado abstencioso como estratégia para tentar reverter a atual correlação de forças. A dificuldade está em formular mensagens que façam sentido para cidadãos desligados do processo eleitoral e desiludidos com as opções apresentadas.

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