PF apura se Flávio Bolsonaro tinha conta bancária com alvo de operação sobre fraudes no INSS

Investigação encontrou troca de e-mails entre instituição bancária e escritório de advocacia durante busca e apreensão

PF apura se Flávio Bolsonaro tinha conta bancária com alvo de operação sobre fraudes no INSS
Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado — Foto: Candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro  • Geraldo Magela/Agência Senado

A Polícia Federal apura se o candidato do PL à sucessão presidencial dividia conta bancária com advogado investigado por fraudes bilionárias no INSS

A Polícia Federal apura se o candidato do PL à sucessão presidencial, Flávio Bolsonaro, dividia uma conta bancária com o advogado Willer Tomaz, alvo da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes bilionárias em benefícios do INSS.

Segundo agentes da força policial, a suspeita foi descoberta por meio de troca de e-mails encontrada durante busca e apreensão da PF. A mensagem, trocada entre uma instituição bancária e o escritório de advocacia de Tomaz, aponta um pedido para desassociar o senador fluminense de uma conta bancária relativa a empresa do empresário.

Tomaz é um dos donos da aeronave em que Bolsonaro viajou em janeiro de 2025. A aeronave era administrada por empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O advogado foi preso pela PF em 2017, durante a Operação Lava Jato, acusado de intermediar propina no escândalo da JBS. Em 2021, a força policial apontou “transações suspeitas” de Tomaz que somavam mais de R$ 45 milhões entre entradas e saídas naquele ano. A investigação foi posteriormente arquivada.

A assessoria de imprensa de Flávio negou a existência da conta bancária conjunta com o advogado. Tomaz divulgou nota afirmando que a informação não condiz com a verdade.

“Em plena campanha eleitoral, fabricam-se mentiras com o evidente propósito de interferir no resultado do pleito”, afirmou o advogado.

Tomaz reafirmou que são falsas as alegações de que tenha compartilhado contas bancárias com o senador ou mantido qualquer relação financeira com ele. “Entre os dois, há apenas amizade, sem relação comercial ou financeira. Atribuir-lhe condutas inexistentes, com base em ilações sem comprovação, é uma grave irresponsabilidade”, destacou.

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