Editora Elefante causa revolta ao criticar esquerda brasileira nas redes

Publicação repercutiu em meio à disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais de 2026

Editora Elefante causa revolta ao criticar esquerda brasileira nas redes
Bell hooks, autora publicada pela Editora Elefante. Foto: Reprodução/Divulgação

Principal editora de bell hooks no Brasil compartilhou frase crítica à esquerda e provocou reações negativas de políticos e influenciadores.

A Editora Elefante, principal responsável pela publicação e tradução das obras de bell hooks no Brasil, compartilhou um carrossel nas redes sociais com a frase “A esquerda brasileira não tem projeto de mudança”. A sequência da publicação apresentava o catálogo da editora, conhecida por obras de pensamento crítico e autores ligados a debates sociais e políticos.

O post repercutiu em meio à disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais de 2026, após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A publicação causou revolta entre internautas alinhados à esquerda. A deputada federal eleita Anielle Franco (PT-RJ) respondeu à postagem argumentando que há projetos de mudança na esquerda brasileira.

“Tem sim! Tem muitos inclusive! Não façam isso com esse país e com quem faz política democraticamente”, escreveu a deputada.

O influenciador Spartakus criticou o post dizendo “Meu Deus. Que desserviço”. A jornalista Jéssica Balbino questionou o impacto da publicação diante do cenário eleitoral.

“O que a editora vai fazer com esse engajamento obtido hoje se o Flávio Bolsonaro for eleito? Olha… sinceramente”, afirmou.

O apresentador Roger Cipó citou a presença de bell hooks no catálogo da editora. A autora norte-americana é conhecida por obras sobre feminismo, raça e questões de classe.

“Se vocês publicarem o Cury eu até entenderia o post, mas vocês publicam bell hooks, sabe?”, afirmou, em referência ao escritor Augusto Cury.

A curadora de arte Andreza Delgado criticou o que considerou uma estratégia para gerar engajamento. Segundo ela, a tática prejudica a reputação da editora.

“O que vocês estão fazendo é a pura tática do backlash. Só que quem propôs isso esqueceu que like e engajamento momentâneo não limpam reputação manchada depois. Além do unfollow, como pesquisadora de bell hooks, me incomoda demais ver a obra dela circulando numa página que decidiu rifar o próprio conteúdo em nome de engajamento”, escreveu.

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