Ala do STF espera indicação de Lula mesmo em caso de derrota eleitoral

Ministros próximos a Moraes e Gilmar veem nomeação para vaga de Barroso como forma de reequilibrar forças na Corte

Ala do STF espera indicação de Lula mesmo em caso de derrota eleitoral
Presidente Lula ao lado do ministro do STF Alexandre de Moraes. Foto: REUTERS/Mateus Bonomi — Foto: Presidente Lula ao lado do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes  • 29/09/25 – REUTERS/Mateus Bonomi

Ministros do STF próximos a Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes defendem que Lula anuncie novo nome para a Corte mesmo se perder reeleição.

Ministros do Supremo Tribunal Federal próximos a Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes defendem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anuncie um novo nome para a Corte na vaga deixada por Luís Roberto Barroso, mesmo diante de uma eventual derrota na disputa pela reeleição.

A avaliação desse grupo é que a indicação poderia ajudar a reequilibrar, ao menos temporariamente, a correlação de forças no STF. O ex-senador Rodrigo Pacheco, agora ministro do Tribunal de Contas da União, continua forte para ocupar a cadeira.

A expectativa de uma nova indicação ocorre em meio às discussões sobre a possibilidade de impeachment de ministros do STF a partir de 2027. Integrantes dessa ala não acreditam ainda que a investida prospere. O cálculo passa pela quantidade de parlamentares com investigações em andamento no Supremo.

Esses ministros afirmam receber sinais positivos de interlocutores próximos a Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, sobre a possibilidade de diálogo institucional em um eventual novo governo. Ao mesmo tempo, demonstram incômodo com as declarações do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, que tem defendido mudanças nas regras de tramitação de pedidos de impeachment de ministros do Supremo.

Marinho esteve no STF na última semana e se reuniu com o presidente da Corte, Edson Fachin. Na saída, afirmou que não existe intenção de vingança contra magistrados, mas advertiu que o Senado não poderá se omitir diante de eventuais crimes de responsabilidade.

O senador defendeu uma alteração regimental para permitir que um pedido de impeachment subscrito por 49 senadores tenha abertura determinada independentemente da vontade do presidente da Casa. Atualmente, a decisão cabe à Presidência do Senado. O PL elegeu 19 senadores e terá uma bancada de 28 parlamentares a partir de fevereiro de 2027, a maior da Casa. O partido terá, portanto, mais de um terço das 81 cadeiras do Senado.

A avaliação feita por integrantes do Supremo é que o apoio ao impeachment apenas não se converte em votos suficientes para destituir um ministro. Outras variantes devem ser levadas em consideração ao se discutir a matéria.

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