Canal Exército do Lula ultrapassa 4 milhões de seguidores após disputa no TSE

Grupo criado por André Janones para mobilizar apoiadores de Lula superou marca na noite de segunda-feira, enquanto Tropa do Flávio tem 1,4 milhão

Canal Exército do Lula ultrapassa 4 milhões de seguidores após disputa no TSE
André Janones comemora marca de 4 milhões de seguidores no canal Exército do Lula Foto: Reprodução/Facebook/André Janones

O canal Exército do Lula, criado pelo deputado André Janones, superou 4 milhões de inscritos no WhatsApp nesta segunda-feira (12/10), após disputa judicial no TSE.

O canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, superou 4 milhões de inscritos no WhatsApp na noite de segunda-feira (12/10).

Conforme levantamento em tempo real do Metrópoles atualizado às 23h, o “Exército do Lula” registrava 4,1 milhões de seguidores, enquanto a “Tropa do Flávio”, criada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), somava 1,4 milhão. A diferença entre os dois canais chegou a 2,7 milhões de seguidores.

Janones publicou vídeo comemorando o alcance. Na gravação, o deputado atribuiu o crescimento à tentativa do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de retirar o grupo do ar.

“Tentaram nos calar, tentaram nos censurar, tentaram relativizar a democracia no nosso país e o tiro saiu pela culatra,” declarou Janones.

Ao final do vídeo, o deputado afirmou que o grupo pretende ajudar na reeleição do presidente. “Nós ocupamos a rua e agora estamos ocupando a internet e vamos reeleger Luiz Inácio Lula da Silva,” disse.

A disputa judicial teve início após Flávio Bolsonaro acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a derrubada do canal de Janones, sob alegação de que o grupo seria usado para disseminar propaganda eleitoral irregular e promover ações coordenadas de mobilização digital em favor do presidente.

O processo foi distribuído ao ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que determinou que Lula, Janones e o vice-presidente Geraldo Alckmin apresentassem defesa em cinco dias. A campanha de Flávio Bolsonaro recebeu prazo de 72 horas para detalhar as supostas irregularidades.

No domingo (11/10), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou análise sobre desinformação no canal “Exército do Lula”.

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