Seguros patrimoniais crescem 17,9% em cinco meses de 2026, com destaque para habitacional que avança 30,8%

Temporais, vendavais, granizo e alagamentos impulsionam demanda por seguros residenciais e patrimoniais no estado entre famílias e empresas.
Os seguros patrimoniais movimentaram R$ 772,26 milhões no Paraná entre janeiro e maio de 2026, crescimento de 17,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O aumento reflete a maior ocorrência de temporais, vendavais, granizo e alagamentos que levam famílias e empresas a buscarem proteção para imóveis e patrimônios.
Entre as modalidades, o seguro residencial teve alta de 14,8%, alcançando R$ 211,67 milhões. O seguro habitacional cresceu 30,8%, para R$ 190,68 milhões, enquanto Riscos Diversos avançou 16,7%, com R$ 67,05 milhões.
Para o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Paraná (Sincor-PR), José Antonio de Castro, os números refletem uma percepção maior sobre a necessidade de proteção em diferentes áreas. “Os números mostram um mercado de seguros paranaense bastante dinâmico e, principalmente, uma ampliação da percepção sobre a importância da proteção em diferentes áreas. Temos crescimento em praticamente todas as carteiras analisadas, desde segmentos já consolidados, como Automóvel e Vida, até modalidades que vêm apresentando avanços percentuais bastante expressivos, como Grandes Riscos, Fiança Locatícia, Crédito e Habitacional.”
Segundo Castro, o crescimento das diferentes modalidades mostra que o seguro vem ganhando espaço no planejamento de famílias e empresas. “Outro aspecto importante é que vivemos um período em que riscos que antes pareciam mais distantes estão muito mais presentes no cotidiano. Eventos climáticos, prejuízos patrimoniais e diferentes situações de imprevisibilidade fazem com que pessoas e empresas repensem sua exposição.”
O avanço do seguro residencial está relacionado a uma atenção maior das famílias com a proteção do patrimônio. De acordo com Castro, o crescimento de 14,8% no Paraná, chegando a R$ 211,67 milhões nos cinco primeiros meses de 2026, mostra que existe um movimento de maior atenção das famílias em relação à proteção da própria residência e do patrimônio construído ao longo dos anos.
Os eventos climáticos ajudam a tornar o risco mais concreto para consumidores que anteriormente consideravam a contratação de seguros como um gasto desnecessário.



