Lula envia carta a evangélicos prometendo fim das bets e escala 6×1

Presidente busca reduzir rejeição no segmento religioso e aumentar tempo para cultos. Documento foi escrito a pedido de frente progressista.

Lula envia carta a evangélicos prometendo fim das bets e escala 6x1
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante o anúncio do atendimento Sem Fila na Previdência Social, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Foto: Ricardo Stuckert

Em esforço para reduzir rejeição, presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escreveu carta às famílias evangélicas destacando proibição de bets e projeto de fim da escala 6×1.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escreveu uma carta às famílias evangélicas buscando reduzir sua rejeição no segmento religioso. No documento ao qual a imprensa teve acesso, o petista conclamou a população a pedir “discernimento a Deus para fazer a escolha nesta eleição”.

Lula destacou a proibição das apostas esportivas no Brasil como ação de proteção às famílias. Também ressaltou seu empenho para que todos tenham dois dias de descanso semanal através do projeto de fim da escala 6×1. “Eu relembro a vocês, por exemplo, o combate às apostas online, as bets, que estão destruindo tantos lares, e meu empenho para que todos tenham dois dias de descanso semanal, pois a vida não se resume ao trabalho”, salientou.

O presidente afirmou que mais tempo de descanso permite aos brasileiros estar “em casa com os seus, fortalecendo os vínculos familiares”. Para o povo evangélico, segundo Lula, isso garante “mais tempo para estar na igreja em comunhão com os irmãos e em adoração”.

Lula ressaltou que não é evangélico, mas tem “total respeito por quem é” e admira “todas as religiões e profissões de fé”. “Temos uma coisa em comum: o compromisso de cuidar das famílias brasileiras, pois somente lares fortes podem produzir uma nação forte”, afirmou.

O presidente também se comprometeu com as famílias evangélicas a proteger as mulheres, combater a violência e atuar contra o crime organizado. “Jamais poderão nos acusar de estarmos comprometidos com políticas que destroem vidas, que fecham templos ou que não demonstrem respeito, como Jesus nos ensinou, que devemos amar a todas as pessoas”, afirmou.

A carta foi escrita a pedido da frente de evangélicos pelo estado de direito, um grupo de pastoras e pastores progressistas, conforme informaram fonte ligada ao movimento. O documento integra esforço do presidente petista de diminuir a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) junto ao segmento religioso durante a disputa pela reeleição.

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