Levantamento divulgado a oito dias do segundo turno revela motivações distintas entre os dois candidatos presidenciais no cenário eleitoral

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado mostra que 41% dos eleitores de Flávio citam desejo de mudança, enquanto 48% dos de Lula apontam proteção social.
O Datafolha divulgou neste sábado (17) novo recorte de sua pesquisa sobre as motivações que levam eleitores a escolher seus candidatos no segundo turno presidencial, a oito dias do pleito. Entre os apoiadores do candidato Flávio Bolsonaro (PL), o desejo por “mudança” e “alternância” aparece como principal vetor, alcançando 41% das respostas. A base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, é motivada majoritariamente pela “proteção social”, mencionada por 48% do eleitorado.
Entre os eleitores de Flávio, a “rejeição a Lula” soma 31% das justificativas, seguida pela “preocupação com a economia e custo de vida”, mencionada por 16%. As “propostas” e “qualidades” do senador representam o foco de 15% de seus apoiadores, conforme o levantamento.
Outros fatores citados pelos votantes em Flávio incluem desempenho e legado (14%), valores, ideologia e democracia (13%), sem motivo específico (12%), integridade e corrupção (11%) e serviços públicos e segurança (10%). Os temas menos citados entre seus eleitores foram proteção social e classe (5%) e o vínculo e hábito (2%).
Entre os eleitores que dizem votar em Lula, após a “proteção social e classe”, o “legado da gestão” é citado por 22% das respostas. A rejeição a Flávio Bolsonaro soma 17% como motivo de escolha, enquanto os “valores, ideologia e democracia” engajam 11% desse eleitorado.
As “propostas e qualidades” do presidente foram mencionadas por 10% de seus eleitores, mesmo percentual dos que citam serviços públicos e segurança. Outros 9% dizem não ter motivo específico para escolherem Lula. Vínculo e hábito foram apontados por 8%, economia por 6%, integridade e corrupção por 2%, e mudança e alternativa por apenas 1%.
Entre os que pretendem votar em branco ou nulo, a principal motivação é a rejeição aos dois candidatos, tópico citado por 37% dos entrevistados. A descrença e desinteresse aparecem em 19%, desconfiança, promessas e corrupção em 18%, e falta de opção e polarização em 12%. Outros 16% dizem não ter motivo específico para anular ou votar em branco.
A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 14 de outubro e entrevistou 2.520 eleitores. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi contratado pela Folha de S.Paulo e está registrado no TSE.



