TSE nega participação em mudanças de locais de votação no segundo turno

Kassio Nunes Marques atribui decisões aos TREs. Número de alterações caiu de 4,3 mil para cerca de 400 após atualização de dados.

TSE nega participação em mudanças de locais de votação no segundo turno
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Foto: Leobark Rodrigues/Secom/TSE — Foto: O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques  • Leobark Rodrigues/Secom/TSE

O presidente do TSE afirmou que a Corte não participa das decisões sobre mudanças de locais de votação e atribuiu aos TREs a responsabilidade pelas alterações.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta terça-feira (20) que a Corte não participa das decisões sobre mudanças de locais de votação entre os turnos eleitorais.

Segundo o ministro, os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) são responsáveis pelas alterações. Os pedidos partem dos cartórios eleitorais e são analisados pelos tribunais regionais quando é necessário trocar o prédio onde funcionam determinadas seções. De acordo com Nunes Marques, os motivos incluem problemas estruturais, condições climáticas e questões de segurança.

“Hoje nós temos um sistema Elo que não está completamente atualizado. O TSE não tem nenhuma participação na alteração de locais de votação, não há nenhum tipo de chancelamento”, disse o ministro.

O número de locais alterados entre os dois turnos de 2026 é 94% menor que o registrado no mesmo período da eleição de 2022, informou Nunes Marques. A afirmação ocorre após a divulgação de números divergentes sobre as mudanças para a votação de domingo. Na sexta-feira (16), a Justiça Eleitoral informou que mais de 4,3 mil seções teriam alterações. Hoje, o total caiu para cerca de 400, conforme os TREs atualizaram os dados.

O ministro explicou que as zonas eleitorais alimentam o Sistema Elo e que os dados são atualizados à medida que os registros para o segundo turno são concluídos. Segundo o TSE, parte do número inicialmente mais alto estava relacionada a seções transferidas provisoriamente no primeiro turno. “O problema é que o sistema inicia com o mesmo número que havia no primeiro turno e depois vai atualizando”, afirmou.

Para Nunes Marques, houve “uma série de desinformações” sobre o tema durante a semana. O TSE pediu diretamente aos 27 TREs a lista dos endereços efetivamente alterados.

Pelo levantamento apresentado nesta terça, Minas Gerais tem o maior número de mudanças, com 17 locais, seguida por Maranhão com 13 e Pará com 11. Entre outros estados com alterações estão Paraná (9), Rio Grande do Norte (7), Ceará e Rio Grande do Sul (6 cada). Acre, Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Roraima, Santa Catarina e Tocantins não registraram mudanças.

Os números ainda podem variar até domingo (25), segundo a Justiça Eleitoral, caso problemas obriguem a transferência de novas seções.

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