Anderson Felipe Pereira Santos havia mordido a orelha de um médico e apresentava comportamento agitado antes da contenção

Anderson Felipe Pereira Santos morreu na madrugada de terça-feira (20) após ser contido e algemado por policiais militares em um apartamento no centro de São Paulo.
Um homem morreu na madrugada desta terça-feira (20) após ser contido e algemado por policiais militares em um apartamento na região da Consolação, no centro de São Paulo.
Segundo o boletim de ocorrência, Anderson Felipe Pereira Santos havia mordido a orelha de um médico, provocando ferimentos que levaram o profissional a procurar atendimento hospitalar. A ocorrência foi registrada por volta das 2h10, após os policiais serem acionados para atender a uma situação de agressão.
De acordo com o relato dos policiais, Anderson estava dentro do apartamento gritando, batendo a própria cabeça contra a parede e se arrastando pelo chão entre fragmentos de vidro. Os agentes também informaram que ele teria tentado jogar o médico pela janela do imóvel.
Ao entrarem no apartamento, os policiais tentaram conversar com Anderson, mas ele continuou gritando e se debatendo. A equipe solicitou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) desde a chegada ao local.
Segundo os policiais, Anderson avançou contra os agentes. Diante da situação, os policiais o contiveram e o algemaram. Após a contenção, o homem apresentou sinais de mal-estar. Os policiais iniciaram manobras de reanimação.
Com a chegada do Samu, os profissionais de saúde assumiram o atendimento e realizaram tentativas de reanimação por aproximadamente 30 minutos. Apesar dos procedimentos, a morte foi constatada no local.
O apartamento apresentava diversos objetos quebrados e fragmentos de vidro espalhados. Os policiais informaram ter encontrado uma substância com aparência semelhante à cocaína sobre uma mesa e no chão, além de seringas em um dos quartos. A natureza da substância ainda depende de confirmação pericial.
O médico foi encaminhado a um hospital para tratar os ferimentos na orelha. O caso foi registrado inicialmente como morte suspeita no 78º DP (Jardins). A Polícia Civil solicitou perícia no apartamento e exame necroscópico no corpo de Anderson para identificar a causa médica da morte e verificar a eventual existência de lesões.



