Pesquisas qualitativas apontam sentimento generalizado de mudança e descrença de que as coisas melhoram, beneficiando adversário Flávio Bolsonaro

Análise aponta que presidente Lula enfrenta desvantagem eleitoral semelhante à vivida por seu adversário, com pesquisas indicando margem mais apertada
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta a maldição do incumbente no segundo turno das eleições 2026, enfrentando desvantagem após o primeiro turno.
Segundo análise, a maldição do incumbente é um fenômeno que assombra quem está no poder, independentemente do país. Com Lula, a situação parece mais difícil, pois o presidente despendeu recursos para conquistar votos e continua em posição apertada para reverter a situação.
O retorno eleitoral para o gasto realizado tem sido muito baixo, conforme apontado na análise. Seu adversário, Flávio Bolsonaro, também enfrenta situação semelhante, porém permanece como favorito nas pesquisas, ainda que com margem mais apertada do que logo após o primeiro turno.
As eleições para o Legislativo consolidaram uma vantagem imensa para a centro-direita. A onda que prejudica Lula beneficia diretamente Flávio, conforme indicado em alguns números de pesquisas publicadas.
Pesquisas qualitativas, que não são registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontam um sentimento generalizado de mudança entre eleitores, causado pela percepção de que as coisas não melhoram. Esses são fatores amplos, de longo prazo, nem um pouco novos.
Os fatores de curto prazo, porém, permanecem imprevisíveis. Podem ser decisivos o desempenho em um último debate ou algum tipo de humor do público que se consolida nas últimas 24 horas, até mesmo nas últimas horas antes do fechamento das urnas.
Lula sempre afirmou saber lidar com heranças malditas ao longo de sua carreira política. Com a maldição do incumbente que enfrenta agora, ainda não provou conseguir superar o desafio.


