Presidente da empresa afirma que linhas integradas com Amep são compartilhadas e não seccionadas, respeitando decisão de suspensão do TCE

URBS defende licitação suspensa pelo TCE e nega duplicidade de cobrança nas linhas integradas com a Agência de Assuntos Metropolitanos
A Urbanização de Curitiba S.A. (URBS) negou sobreposição de linhas do transporte público de Curitiba e as operadas pelo Governo do Estado, por meio da Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep), na região metropolitana. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (21/10), o presidente da URBS, Ogeny Pedro Maia Neto, afirmou respeitar a decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) que suspendeu a licitação do transporte coletivo e encaminhou sua manifestação de defesa ao tribunal.
“Nosso edital foi construído dentro das características de integração metropolitana. Todas as linhas permanecem integradas no edital. Não vai haver duplicidade de cobrança. Essas linhas integradas são compartilhadas e não seccionadas. A integração é justamente para que não haja sobreposição de linhas. A URBS coloca parte do ônibus e a Amep coloca a outra parte”, afirmou Ogeny.
O presidente lembrou que o compartilhamento é regido por convênio entre o Governo do Estado do Paraná e a Prefeitura de Curitiba com vigência até março de 2027, podendo ser renovado ou prorrogado. As linhas compartilhadas com a Amep nas ligações Curitiba–São José, Pinhais, Colombo e Campo Largo foram criadas para unificar linhas urbanas e metropolitanas, segundo a URBS.
Uma decisão cautelar do conselheiro Fábio Camargo, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR), suspendeu a licitação do transporte coletivo de Curitiba, com leilão previsto para 26 de novembro na Bolsa de Valores de São Paulo. Nesta quarta-feira (21/10), o conselheiro manteve seu posicionamento na reunião do TCE, e o conselheiro Augustinho Zucchi pediu vistas. O processo deve voltar à pauta na próxima quarta-feira (28/10). A decisão cita as linhas 106-Barreirinha/São José, 304-Pinhais/Campo Comprido, 607-Colombo/CIC e 702-Caiuá/Cachoeira.
“Nossa defesa esclarece justamente isso, que não há sobreposição de linhas porque elas são compartilhadas e não seccionadas. O usuário nunca irá pagar a mais. O sistema é feito para beneficiá-lo”, afirmou Ogeny.



