Inflação acumula 4,15% no ano e 4,62% em 12 meses, acima da expectativa do mercado de 4,73%

IPCA-15 de outubro sobe 0,32%, abaixo da expectativa de 4,73% para 12 meses. Alimentação lidera alta com 0,88%.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (23) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 de outubro de 2026, que registrou alta de 0,32%, segundo dados da instituição. No acumulado do ano, o IPCA-15 sobe 4,15% e, em 12 meses, atinge 4,62%, superando os 4,47% observados nos 12 meses anteriores.
A pesquisa da Reuters apontava expectativas de altas de 0,43% no mês e de 4,73% na comparação com outubro do ano anterior, indicando que o resultado ficou abaixo da previsão do mercado.
Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em outubro. O maior impacto veio de Alimentação e Bebidas, que registrou variação de 0,88%, com contribuição de 0,19 ponto percentual. A alimentação no domicílio acelerou para 1,01% em outubro, ante 0,38% em setembro, influenciada pelos aumentos do tomate (24,54%), cebola (13,63%), batata-inglesa (10,96%) e arroz (5,80%), conforme o IBGE. Houve recuos em cenoura (-10,67%), frutas (-1,37%) e café moído (-1,16%).
A alimentação fora do domicílio também acelerou, passando de 0,44% em setembro para 0,56% em outubro, com altas em refeição e lanches. Em Despesas Pessoais, a variação foi de 0,55%, com destaque para cinema, teatro e concertos (4,30%), pacote turístico (2,18%) e empregado doméstico (0,62%).
No grupo Transportes, a alta foi de 0,05%, influenciada principalmente pelos combustíveis, que saíram de 0,22% em setembro para 1,20% em outubro. Óleo diesel (3,70%), etanol (2,73%) e gasolina (0,92%) apresentaram altas, enquanto gás veicular recuou 0,18%. Passagens aéreas tiveram queda de 9,24%, principal impacto negativo do grupo.
Habitação foi o único grupo com recuo, passando de 2,07% em setembro para -0,10% em outubro. A principal contribuição negativa veio da energia elétrica residencial, que passou de alta de 7,42% para queda de 0,89%, resultado da mudança da bandeira tarifária de amarela para verde, sem cobrança adicional aos consumidores.



