Hugo Motta e Davi Alcolumbre fortalecem reeleição com vitória de Lula no segundo turno

Presidentes da Câmara e Senado já contam com apoio de partidos que mudaram de lado após resultado eleitoral

Hugo Motta e Davi Alcolumbre fortalecem reeleição com vitória de Lula no segundo turno
Davi Alcolumbre, Lula e Hugo Motta no Palácio da Alvorada. Foto: Ricardo Stuckert

Reeleição de Lula amplia chances de Hugo Motta e Davi Alcolumbre manterem comando da Câmara e Senado

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União), ampliaram as chances de permanecer nas presidências das duas casas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo relato de aliados.

Hugo Motta já reúne apoio de 12 partidos que somam 273 cadeiras na Câmara, o que representa maioria para sua reeleição. Aliados do deputado apontam seu perfil moderado e sua capacidade de interlocução com ambos os lados como fatores-chave para aprovar matérias de interesse do Planalto.

A dinâmica política mudou significativamente após o resultado do segundo turno. O PL, que tinha 121 deputados eleitos, apostava que a vitória de Flávio Bolsonaro permitiria negociar o comando de uma das Casas Legislativas, preferencialmente o Senado, enquanto articulava a Câmara com o Centrão. Com a derrota de Flávio, os aliados de Motta e Alcolumbre ganharam reforço.

Signas como a federação União-Progressista, o Republicanos e o PSD, que havia lançado Ronaldo Caiado como candidato à Presidência, desceram da neutralidade e apoiaram o senador no segundo turno. Esse realinhamento fortaleceu a posição de ambos os presidentes junto aos partidos.

Motta e Alcolumbre trabalharam para entregar votações importantes ao petista na reta final da campanha, como o fim da jornada 6×1 e o pacote para Microempreendedores Individuais. Esse empenho rendeu reconhecimento da esquerda e consolida apoio para suas reeleições.

No Senado, a situação de Alcolumbre é mais complexa. Aliados afirmam que suas chances de reeleição aumentaram consideravelmente, mas ele precisará se reafirmar como principal liderança de seu grupo político, que estava prestes a abandoná-lo caso Flávio vencesse. Para se eleger, Alcolumbre necessita de 41 votos para fazer frente à expressiva bancada do PL sob liderança do senador Rogério Marinho, que almeja a presidência.

Com a continuidade de ambos na cúpula do Congresso, Lula teria chances de diminuir os efeitos de um legislativo à direita que ameaça inviabilizar propostas de seu governo.

Continue acompanhando nosso portal para mais notícias!

plugins premium WordPress