Direita avança no Congresso e pressiona STF com discurso de confronto

Candidatos do PL e aliados de Flávio Bolsonaro exploram desaprovação ao Supremo. Confiança na Corte atingiu menores níveis da história, segundo analista.

Direita avança no Congresso e pressiona STF com discurso de confronto
Resultado das urnas para o Congresso Nacional reflete insatisfação com instituições. Foto: Pai de Hugo Motta perde eleição ao Senado na Paraíba

Candidatos do PL e aliados de Flávio Bolsonaro conquistam votos com crítica ao STF no primeiro turno de 2026.

O resultado das urnas para o Congresso Nacional no primeiro turno de 2026, realizado neste domingo (5), evidencia insatisfação generalizada entre a população disseminada por todo o país.

Segundo análise, o descontentamento vai além da rejeição ao atual governo e atinge também instituições cujos representantes não são escolhidos pelo voto popular, como os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Candidatos do PL e de partidos aliados ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) conquistaram votos adotando discurso de crítica e confronto com o STF durante a campanha, contribuindo decisivamente para seus desempenhos nas urnas.

“A confiança da sociedade no Supremo Tribunal Federal atingiu os menores níveis na história.”

Segundo o analista, a desaprovação da atuação dos ministros da Corte se tornou pauta relevante não apenas na disputa presidencial, mas principalmente na disputa pelo Congresso Nacional.

A nova composição do Legislativo pode ser determinante para o próximo ocupante do Palácio do Planalto. Caso Flávio Bolsonaro confirme a liderança e seja eleito presidente, contará ao menos inicialmente com base parlamentar mais amistosa para seus projetos.

Já Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se conseguir reverter o resultado no segundo turno, enfrentará um Congresso ainda mais hostil do que o dos últimos quatro anos.

A situação de Lula no Congresso é agravada pelos resultados obtidos por aliados próximos. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), conseguiu se reeleger, mas não logrou eleger o pai, Nabor Wanderley (Republicanos), como senador pela Paraíba. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), viu um de seus principais aliados no Senado, Randolfe Rodrigues (PT), ser derrotado nas urnas, além de ver a eleição de dois desafetos para a Casa.

Com estes resultados, a cadeira de Davi Alcolumbre no comando do Senado deve trocar de mãos no início do próximo ano legislativo, em fevereiro.

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