Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 64.255.541 votos no segundo turno realizado neste domingo, segundo o Tribunal Superior Eleitoral

Luiz Inácio Lula da Silva venceu o segundo turno das eleições presidenciais neste domingo com 64.255.541 votos, equivalentes a 51,79%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno das eleições presidenciais neste domingo (25/10), com 64.255.541 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 59.825.679 votos, segundo a totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A reta final da campanha foi marcada por campanhas de oração e manifestações de líderes cristãos. Aliados de Flávio convocaram pastores para um “clamor à nação”, apresentado como uma oração para que “a verdade prevalecesse”.
Líderes como Mário de Oliveira declararam voto no candidato do PL. A pastora Valnice Milhomens promoveu a campanha “Ore pelo Brasil”, sem citar candidatos em algumas das publicações.
Do outro lado, lideranças cristãs também apoiaram Lula, entre elas Caio Fábio. Houve ainda iniciativas que pediram oração pelo país independentemente da preferência eleitoral.
Na teologia cristã, existe uma distinção entre soberania divina e aprovação moral. Textos como Romanos 13 e Daniel 2 são usados para sustentar que autoridades não estão fora do conhecimento e da permissão de Deus. Isso não significa que cada decisão, proposta ou comportamento de um governante receba aprovação divina.
A eleição também não funciona como uma revelação sobrenatural. Lula venceu porque recebeu a maioria dos votos válidos. Para os cristãos, a conclusão mais prudente é reconhecer o resultado, continuar orando pelas autoridades — como orienta 1 Timóteo 2 — e avaliar o governo por seus atos. A vitória eleitoral confere legitimidade política; não concede infalibilidade espiritual.



