Ministro do STF prorrogou horário próximo às 17h em pedido da campanha de Lula. Flávio Bolsonaro anuncia que não reconhece resultado.

Ministro Cristiano Zanin, do STF, prorrogou o horário de votação do segundo turno após pedido da campanha de Lula. Decisão foi motivada por chuvas e falhas de transporte em sete estados.
Cristiano Zanin, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), prorrogou o horário de votação do segundo turno das eleições de 2026 neste domingo. A decisão atendeu pedido da campanha do presidente reeleito Lula (PT) e foi tomada devido à chuva intensa e falhas no transporte que atingiram o país. O ministro estendeu o pleito próximo ao fechamento habitual das urnas, às 17h.
A determinação de Zanin foi posteriormente corroborada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e por seu presidente, Kassio Nunes Marques. Porém, a extensão gerou dificuldade de aplicação em algumas seções eleitorais.
Com a vitória de Lula confirmada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou o episódio da prorrogação para questionar a legitimidade do resultado. Ele disse que não reconhece o pleito e vai pedir sua anulação à Justiça.
O Ministério da Justiça confirmou falhas de transporte em ao menos sete estados: Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas e Rio de Janeiro. A Polícia Federal investiga suspeitas de restrições na locomoção de eleitores.
Na Bahia, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do estado determinou que a PF prendesse Pablo Souza, secretário de Mobilidade de Salvador, por falta de ônibus circulando. A campanha de Lula pediu também a prisão em flagrante do prefeito Bruno Reis (União Brasil), acusando-o de boicote. Reis negou a acusação e atribuiu os atrasos à retirada de propaganda eleitoral dos veículos. Houve também problemas em travessias de barco entre a sede de Valença, no baixo sul da Bahia, e as ilhas da região.
As fortes chuvas atingiram também São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Em São Paulo, pelo menos 24 municípios sofreram danos, com alagamentos, quedas de árvores e deslizamentos de terra. No Paraná, a Justiça eleitoral utilizou barcos, tratores e jipes para garantir o acesso às urnas. Trinta e quatro locais de votação ficaram sem energia elétrica, mas as urnas continuaram funcionando.
Flávio Bolsonaro deverá formalizar o pedido de anulação junto aos órgãos eleitorais competentes nos prazos legais previstos.



