Aliança bem-sucedida na campanha de segundo turno coloca senador cearense na Casa Civil e governador piauiense na Fazenda

Avaliação do entorno do presidente sugere que senador cearense vai para Casa Civil e governador piauiense para Ministério da Fazenda
A aliança entre o senador Camilo Santana (PT-CE) e o governador Rafael Fonteles (PT) para reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno garante prioridade de escolha aos dois na construção do próximo governo. De acordo com avaliação do entorno do presidente, o senador cearense pode ir para a Casa Civil e o governador do Piauí pode ficar com o Ministério da Fazenda.
A proximidade durante a segunda fase da disputa colocou Camilo e Fonteles entre os personagens da renovação do núcleo de confiança de Lula, que começará o quarto mandato com o desafio de reorganizar o governo e preparar sua sucessão.
A entrada de Camilo e Fonteles na linha de frente ocorreu depois do resultado do primeiro turno, quando Lula terminou atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Naquele momento, havia críticas à condução da campanha e sentimento de isolamento do presidente em relação ao desafio de enfrentar o bolsonarismo novamente nas urnas.
Camilo assumiu a coordenação política e se tornou porta-voz da campanha. Fonteles passou a atuar na comunicação junto ao deputado André Janones, responsável por coordenar o engajamento de Lula nas redes sociais.
A eventual ida de Fonteles para a Fazenda tem como justificativa sua trajetória profissional. Antes de assumir o governo do Piauí, ele comandou a Secretaria estadual da Fazenda e presidiu o comitê que reúne os secretários estaduais da área. Fonteles é formado em matemática e mestre em economia matemática.
A mudança exigiria deixar o governo estadual. O entorno de Lula não vê isso como problemático, já que Fonteles escolheu o próprio vice, Washington Bandeira, ex-secretário de Educação.
Avaliado pelo bom trânsito político no Congresso, Camilo ocuparia a Casa Civil, estabelecendo contato direto e diário com o presidente Lula. A mudança, porém, tiraria do comando do PT da Bahia a figura de Rui Costa e ainda precisa ser balizada sob o custo de deixar Fernando Haddad fora do governo. Os três nomes são vistos como possíveis sucessores do presidente.



