Presidente reeleito sinalizou a assessores plano de soberania focado em exploração mineral, segurança alimentar e independência digital

Presidente reeleito sinalizou a assessores intenção de implementar reformas econômicas de médio e longo prazo focadas em soberania nacional
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou neste domingo (25) que pretende fazer um governo de legado em seu último mandato à frente do Palácio do Planalto. Segundo relatos feitos a assessores e aliados, Lula afirmou que quer implementar reformas econômicas e estruturais de médio e longo prazo.
A intenção é deixar marcas de gestão para futuros governos federais, sejam de esquerda ou de direita, criando uma estrutura nacional que diminua a dependência externa do Brasil em segmentos estratégicos. O petista pretende investir na exploração mineral, na segurança alimentar, no fortalecimento militar e na independência digital.
O discurso será de que o país precisa de uma liderança de pulso firme e de prestígio internacional para evitar novas ofensivas dos Estados Unidos. O argumento principal para defesa do plano de soberania tem sido a publicação pela Casa Branca da nova estratégia de segurança nacional, que inclui ampliar sua presença militar e influência na América Latina, uma reedição da doutrina do ex-presidente James Monroe.
O grupo mais pragmático da gestão petista tem defendido que o presidente leve adiante reformas administrativa e previdenciária. O movimento é capitaneado principalmente pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP) e pelos ex-ministros Fernando Haddad e Simone Tebet (MDB-SP).
Lula, porém, ainda não foi convencido a promover alterações que possam afetar o eleitor da base da pirâmide social, o que costuma dar vitória à esquerda nas disputas nacionais. Além disso, o presidente tem sinalizado promover mudanças nas emendas parlamentares, reduzindo o montante atual e revertendo recursos para investimento público.
O presidente defende mandatos de dez anos para magistrados do Supremo Tribunal Federal e mudança nas indicações de magistrados, aumentando a participação da sociedade. No governo federal, a defesa é para que seja estabelecido o sistema de lista tríplice para indicações ao STF, mas sem obrigatoriedade de cumprimento.



