Senador perdeu disputa presidencial no domingo e havia afirmado que não sairia do Brasil. Ministro do STF havia ordenado entrega do passaporte à PF.

PDT publicou nota de repúdio à saída de Flávio Bolsonaro do Brasil nesta terça-feira. Senador perdeu eleição presidencial e havia prometido não deixar o país.
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) publicou nesta terça-feira (27) uma nota de repúdio à fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos. Segundo informações de aliados do senador à CNN Brasil, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil e buscou asilo nos EUA com apoio do governo de Donald Trump.
Flávio Bolsonaro perdeu a disputa pela Presidência no último domingo (25) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após o resultado, o senador afirmou à imprensa que não reconhecia a derrota e que pediria anulação. Na segunda-feira (26), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a entrega do passaporte de Flávio à Polícia Federal em até 24 horas.
Mais tarde, em vídeo publicado em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que nunca pensou em sair do país e que cumpriria a ordem do ministro. Nesta terça-feira, porém, aliados do senador confirmaram sua saída para os EUA.
Na nota, o presidente do PDT, Carlos Lupi, qualifica a saída como “ilegal” e afirma que a atitude foi baseada em “falsas alegações contra os sistemas eleitoral e jurídico”, decorrentes do resultado das eleições. A votação foi prorrogada por duas horas em todo o país devido a condições climáticas e à falta de transporte público em algumas regiões.
O partido cita ainda as condenações do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados pela tentativa de golpe de estado em 8 de janeiro de 2023. Na nota, o PDT afirma que os inquéritos em que Flávio é investigado devem seguir “com rigor, transparência e respeito ao devido processo legal”.
A ordem do ministro Alexandre de Moraes sobre o passaporte diz respeito ao inquérito que apura denúncias de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Nesse mesmo inquérito, o advogado e amigo de Flávio, Willer Tomaz, também é investigado.



