Ex-coordenador da campanha presidencial de Flávio afirma que PL não tem provas para sustentar alegação de fraude

Senador Rogério Marinho afirmou que o PL não pode sustentar acusações de fraude eleitoral por falta de provas, classificando o posicionamento de Flávio como desabafo
O senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), classificou as acusações de fraude eleitoral feitas pelo ex-candidato como um possível desabafo em entrevista coletiva nesta quarta-feira (28).
Marinho afirmou que o PL não pode sustentar essa alegação por falta de provas. “É o desabafo de alguém que está se sentindo injustiçado e que foi retirado do seu país pelas circunstâncias”, declarou o senador, comentando a carta publicada por Flávio após sua saída do Brasil.
O senador ressaltou que o direito de se expressar está garantido pela Constituição, mas que qualquer acusação exige comprovação. “Se você faz alguma afirmação, precisa trazer provas. Eu acabei de dizer que não posso afirmar que houve fraude porque não tenho provas”, disse Marinho.
Marinho informou que o PL manterá mais de 20 ações na Justiça Eleitoral contra a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Segundo o senador, os processos tratam de supostos abusos de poder econômico durante a campanha presidencial de 2026.
“Mais de R$ 400 bilhões de reais, mais de R$ 60 bilhões depois da apresentação da lei orçamentária, mensagens de WhatsApp e SMS para milhões de brasileiros. Isso é vedado pela lei”, afirmou o senador.
Marinho reconheceu Flávio como líder da oposição e afirmou que ele representa hoje a principal expressão da direita brasileira. “Pelo número de votos que teve, pelo papel que desempenhou nas últimas eleições, é hoje a maior expressão da direita no Brasil”, declarou.
O senador também defendeu a possibilidade de Flávio exercer a oposição a partir dos Estados Unidos. Segundo Marinho, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não teria condições de desempenhar esse papel no Brasil. “Ele hoje é um exilado político, não é por escolha”, afirmou o senador, referindo-se ao que classificou como ameaças à sua liberdade.



