Senador agradece a Trump e Milei em carta à nação e promete liderar oposição ao governo Lula

Senador agradece a Trump e Milei por abrigo e segurança jurídica em carta divulgada nesta quarta-feira e nega ter fugido do país
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou carta à nação brasileira nesta quarta-feira (28) após viagem aos Estados Unidos, agradecendo a autoridades internacionais por abrigo e segurança jurídica.
Na correspondência, Flávio agradece ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao governo americano. O senador afirma ser o “líder do Brasil” e promete comandar a oposição ao governo Lula (PT).
“Eu gostei do tom da carta e acredito que ela foi correta. Porque demonstra que há no Brasil uma tirania. Se Flávio fizesse metade do que Lula fez, nesta última eleição, teria sido condenado. A verdade é que o sistema não quer uma oposição”, afirmou o colunista da Gazeta do Povo, Luís Ernesto Lacombe, em programa de análise nesta quarta-feira.
Flávio rebateu acusações de ter fugido do país e destacou que não há mandado de prisão expedido contra ele. De acordo com o senador, ele deixou “um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”.
O escritor Francisco Escorsim avaliou que a carta representa um movimento estratégico do senador. “É um movimento necessário de Flávio para afirmar certas coisas. Ele precisa fazer esta validação perante outros países e agora foi ao governo americano. Trata-se de um processo de legitimação internacional”, disse Escorsim.
A advogada Fabiana Barroso afirmou que, embora nem todas as alegações contra as eleições possam ser comprovadas, houve abuso de poder. “Ainda que não possamos comprovar todas as alegações contra as eleições, sabemos que o abuso de poder político e econômico, por parte de Lula, foi um fato”, ressaltou.
No Legislativo federal, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), articulam-se para com o próximo governo petista. Ambos realizaram visita de cortesia a Lula para parabenizá-lo pela reeleição.
Escorsim questiona possíveis mudanças de forças políticas após o pleito. “A força do voto fez Alexandre de Moraes recuar, porém, passada a eleição, este regime de forças pode mudar. Agora, o poder da direita pode ser ignorado. Estamos na dependência da fidelidade dos eleitos”, afirmou o escritor.



