Polícia Federal alerta Interpol sobre passaportes cancelados de Flávio Bolsonaro

Senador deixou Brasil descumprindo ordem judicial, mas possui passaporte italiano válido que não foi cancelado

Polícia Federal alerta Interpol sobre passaportes cancelados de Flávio Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil descumprindo ordem judicial sobre seus documentos. Foto: CNN Brasil — Foto: Argentina poderia ter barrado entrada de Flávio, avalia especialista

Passaportes comum e diplomático do senador foram cancelados após ele deixar o Brasil. Documento italiano segue válido.

Os passaportes comum e diplomático do senador Flávio Bolsonaro (PL) foram registrados nos sistemas internacionais de alerta de portos e aeroportos após a Polícia Federal cancelar os documentos e informar o Supremo Tribunal Federal. A ação ocorreu depois que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil descumprindo uma ordem judicial que determinava a entrega de seus passaportes e proibia sua saída do país.

De acordo com o analista de segurança pública Elijonas Maia, a Polícia Federal acionou a Interpol e comunicou os 196 países participantes da cooperação internacional de polícias sobre a restrição aos documentos brasileiros de Flávio Bolsonaro. Segundo o especialista, a medida não é suficiente para impedir sua circulação internacional, pois o senador possui também um passaporte italiano, que não foi cancelado.

Para cancelar o passaporte italiano, seria necessária uma negociação diplomática entre o Brasil e a Itália, algo que, conforme Elijonas, ainda não foi iniciada. A decisão judicial determinava que Flávio Bolsonaro entregasse todos os seus passaportes, incluindo o de outro país.

“Flávio Bolsonaro disse à defesa dele que entregaria, mas não entregou, saiu do Brasil”, afirmou Elijonas Maia.

O analista ressaltou que, do ponto de vista jurídico estrito, não houve uma fuga, pois não havia mandado de prisão contra o senador. “Mas ele descumpriu uma ordem judicial e isso está claramente já comprovado”, declarou.

Segundo Elijonas, a Polícia Federal está elaborando um relatório detalhado sobre o descumprimento da ordem judicial. O documento deverá apontar por onde e quando Flávio Bolsonaro saiu do Brasil, quem o acompanhou e quem eventualmente o auxiliou, incluindo informações sobre a origem e o financiamento do jato particular utilizado. “Quem entregou, quem emprestou ou se ele teve ajuda financeira para o pagamento, para o aluguel desse avião”, listou o especialista.

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