Varejo alimentar cresce 6,9% em outubro após proibição das bets

Associação de supermercados atribui aumento de consumo à medida provisória assinada no fim de setembro que vetou apostas online

Varejo alimentar cresce 6,9% em outubro após proibição das bets
Supermercado no Rio de Janeiro Foto: Roberto de Lira

Vendas do varejo alimentar cresceram nas duas primeiras semanas de outubro. Abras e Abad atribuem crescimento à assinatura da medida provisória que proibiu as bets.

As vendas do varejo alimentar brasileiro cresceram nas duas primeiras semanas de outubro, movimento que a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad) atribuíram especialmente à assinatura da medida provisória que proibiu as bets no fim de setembro.

Segundo levantamento da NielsenIQ (NIQ), o setor observou crescimento de 6,9% em faturamento e 1,8% em valor na semana de 12 a 18 de outubro. Na semana de 5 a 11 de outubro, a evolução tinha sido de 7,9% e 4,5%, respectivamente.

O desempenho representou recuperação significativa em comparação com a semana de 28 de setembro a 4 de outubro, marcada por queda de -4,4% no volume vendido e crescimento de apenas +0,4% em valor.

“O fim das bets trouxe aumento do consumo nos lares brasileiros. Tivemos um aumento em todos os estados e em todos os nossos negócios, ou seja, nos nossos canais de vendas – supermercado, atacarejos, lojas de vizinhança e pequenas lojas”, afirmou o presidente da Abras, João Galassi, que destacou a evolução tanto em receita como em volumes vendidos.

Para a Abad, o resultado reforça a relevância do formato para o desempenho do varejo alimentar moderno e acende um alerta para uma percepção do mercado sobre o aumento das vendas após a proibição das bets pelo governo federal.

Na última semana analisada, o destaque ficou com o canal Atacarejo, que apresentou o melhor desempenho entre os formatos, registrando crescimento de +8,1% em faturamento e +2,9% em unidades vendidas. Em faturamento, além do atacarejo, destacaram-se os hipermercados, com avanço de +6,9%, e os supermercados de grande porte, com +6,6%.

O único formato que registrou retração no volume comercializado foi o Super Pequeno, com queda de -2,6% nas unidades vendidas. Mesmo assim, o canal apresentou crescimento de +3,9% em faturamento.

Na análise regional, o Sul liderou o crescimento do faturamento, com avanço de +8,4% em total de lojas e +4,1% em mesmas lojas.

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