Analista vê clima de vitória na campanha de Flávio Bolsonaro

Especialista alerta que comportamento de Brasília precificando candidato pode dar munição ao PT

Analista vê clima de vitória na campanha de Flávio Bolsonaro
Congresso Nacional em Brasília. Foto: CNN Brasil — Foto: Mercado vê “mandato para reformas” após avanço de Flávio e da direita

Especialista avalia que campanha de Flávio Bolsonaro é assertiva, mas circula clima de vitória que pode ser explorado pela oposição

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República é avaliada de forma positiva por especialistas, porém com ressalvas importantes.

Thiago Vidal, diretor de Análise Política da Prospectiva, afirmou que a campanha é, no geral, assertiva, mas carrega um risco considerável: um clima de vitória já consolidada que se dissemina tanto dentro do partido quanto em Brasília.

“A campanha, no geral, me parece assertiva, mas existe um clima de já ganhou. Isso se vê claramente pelas falas que foram feitas de dentro da campanha”, afirmou o especialista.

Vidal pontuou que, na véspera da entrevista, circularam em Brasília diversas informações extraoficiais sobre eventual ajuste fiscal de um governo Flávio Bolsonaro. “Tem gente falando de 2% do PIB, o que significa 4 bilhões de reais, e de onde seria cortado esse percentual”, explicou.

Para o analista, tanto as decisões recentes do Judiciário quanto o posicionamento dos partidos políticos indicam que Brasília já está precificando uma vitória do candidato. Vidal alertou, porém, que esse comportamento gera declarações e movimentos que podem ser explorados pelo Partido dos Trabalhadores.

“Isso dá munição para o PT, certamente, e eles sabem usar esse tipo de situação”, pontuou.

Daniel Rittner, diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, reforçou a análise ao observar sinalizações vindas do Judiciário, mencionando o arquivamento de um inquérito envolvendo Marcos do Val e Allan dos Santos como um dos indícios recentes. Ele também chamou atenção para o movimento de partidos e parlamentares em direção a Flávio Bolsonaro, incluindo figuras que chegaram a ser convidadas para integrar o governo Lula, como o deputado Pedro Lucas (União-MA) e Dr. Luizinho (PP).

“Isso é cheiro de poder”, afirmou Daniel, ao descrever o fenômeno de atração política em torno do candidato.

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