Campanha de Flávio Bolsonaro avalia ter exposto desinteresse de Lula em reduzir maioridade

Após apresentar emenda sobre o tema no Senado, integrantes da campanha do candidato do PL enxergam ganho político na exposição do governo.

Campanha de Flávio Bolsonaro avalia ter exposto desinteresse de Lula em reduzir maioridade
Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República. Foto: Divulgação/Vittor Sales — Foto: Flavio Bolsonaro, candidato à Presidência da República  • Divulgação/Vittor Sales

Membros da campanha de Flávio Bolsonaro avaliam ter reequilibrado o debate eleitoral ao pressionar o governo Lula sobre redução da maioridade penal.

Integrantes da campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) avaliam ter exposto que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tem real interesse em mudar a maioridade penal ao longo das discussões sobre o tema nestes últimos dois dias.

O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), apresentou na quarta-feira (14) uma emenda para incluir a redução da maioridade na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública. O texto sugeria a redução de 18 anos para 16 anos, chegando a 14 anos em determinados crimes, como os hediondos.

Segundo integrantes da campanha, a intenção era pressionar Lula a se posicionar quanto ao tema e recolocar Flávio no debate público com um assunto no qual transita bem, especialmente após a vitória de Lula com a aprovação do fim da escala trabalhista 6×1 no Senado nesta semana.

Na quinta-feira (15), a esquerda teve uma série de reuniões internas para decidir como se posicionar. O senador Camilo Santana (PT-CE), que atua na campanha de Lula, chegou a apresentar emenda de redução da maioridade, embora menos dura do que a de Marinho. No entanto, toda a proposta envolvendo a segurança pública acabou sendo retirada de pauta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) no início da noite.

Marinho criticou duramente a postura de Alcolumbre. Segundo o senador, Alcolumbre busca preservar o governo.

“Parece que o governo na hora em que teve que se confrontar com a necessidade de responder aos anseios da sociedade, que quer a redução da maioridade penal para evitar que jovens sejam utilizados como mão-de-obra do crime organizado, preferiu adiar, procrastinar a votação desse projeto de lei. Mostra que o governo não está interessado em resolver a segurança pública. O governo está interessado em ganhar as eleições mesmo que isso custe a segurança das pessoas.”

Para membros da campanha de Flávio, foi possível reequilibrar melhor o jogo eleitoral e mostrar para a população que a esquerda não estaria unida e empenhada quanto à redução da maioridade penal — uma das principais bandeiras da direita.

Nesta quinta à noite, em transmissão ao vivo no próprio canal do YouTube, Flávio Bolsonaro afirmou que Lula gostaria de “controlar a polícia, e centralizar tudo no governo deles”, o que chamou de “típico de governos ditatoriais, de governos fascistas”.

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