Campanha de Flávio se reorganiza para ampliar comunicação na reta final

Estratégia inclui mais porta-vozes e mobilizações nas ruas após oscilação positiva de Lula nas pesquisas

Campanha de Flávio se reorganiza para ampliar comunicação na reta final
Flávio Bolsonaro durante campanha para o segundo turno das eleições 2026 — Foto: CNT/MDA: 48,8% rejeitam voto em Lula; 46,6%, em Flávio

Campanha de Flávio Bolsonaro debate reorganização interna após pesquisas mostrarem oscilação positiva de Lula. Estratégia inclui ampliar porta-vozes.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) debate uma reorganização interna para a reta final do segundo turno após pesquisas eleitorais mostrarem oscilação positiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Uma primeira avaliação é a de que a campanha precisa se comunicar mais com o eleitor, com mais porta-vozes falando. Isso inclui desde formuladores das políticas que serão implementadas até aliados, como governadores eleitos e candidatos que declararam apoio.

A avaliação é de que a intensa campanha negativa liderada pelo PT no segundo turno surtiu efeito não só no eleitor, mas na própria campanha. Um interlocutor próximo ao candidato relatou que a campanha “entrou em um silêncio grande” e que isso permitiu ao petista avançar.

Um exemplo citado é o da coordenadora do programa econômico de Flávio, Daniella Marques, que ficou todo o segundo turno sem conceder entrevistas a redes de televisão. A primeira entrevista foi concedida nesta quinta-feira à Rede Bandeirantes.

Entre os aliados, o exemplo é o de Augusto Cury. Considerado o principal apoio obtido após a vitória no primeiro turno, Cury foi para Portugal e não há previsão de agenda conjunta com Flávio nem de manifestação pública mais incisiva de apoio.

Outro exemplo foi o debate desta quinta-feira (15) sobre segurança pública, área em que a direita sempre conseguiu trafegar melhor. Potenciais porta-vozes da campanha, como o senador eleito Guilherme Derrite (PL-SP), ocuparam mais tempo discutindo com jornalistas sobre Alexandre de Moraes do que defendendo a redução da maioridade penal. O governador eleito do Paraná, Sergio Moro, também ligado ao tema, não apareceu.

A ideia daqui em diante é fazer um esforço maior para que, até 25 de outubro, a campanha e seus aliados falem mais. A mobilização nas ruas e nas redes para contrapor o petismo também está em curso e é considerada uma grande aposta, em especial neste fim de semana, quando Flávio vai ao Rio de Janeiro no sábado (17) e a São Paulo no domingo (18) para manifestações.

Aliados de Flávio afirmam que a oscilação de Lula era esperada porque o PT se reorganizou no início do segundo turno.

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