PT promete reagir a ataques enquanto quer reduzir disputas judiciais. Eleições de 2026 já têm 162 representações em nove dias.

PT diz que campanha de Lula quer colaborar com TSE para evitar judicialização, mas reagirá a ataques ou desequilíbrios na disputa eleitoral.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (13) que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende colaborar com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reduzir a judicialização das eleições, mas reagirá caso o candidato seja alvo de ataques ou haja descumprimento da legislação.
A declaração foi feita após reunião com o presidente da Corte, Kássio Nunes Marques, e o coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República, além de outros integrantes.
“Temos uma postura de colaborar, de impedir a judicialização, de diminuir o volume de medidas tomadas, mas claro, isso precede também a campanha do presidente Lula não ser agredida, não ser ofendida e que não haja um desequilíbrio na disputa”, declarou Edinho a jornalistas após a reunião.
Segundo dados apresentados por Nunes Marques, as eleições de 2026 já registraram 162 representações e pedidos de direito de resposta nos nove dias posteriores ao primeiro turno de 2026, contra 51 no mesmo período de 2022. O coordenador da campanha petista defendeu igualdade de tratamento entre os adversários durante a campanha eleitoral.
A reunião também abordou a liberdade de organização política nas redes sociais e os limites da atuação da Justiça Eleitoral nesse ambiente. Edinho Silva argumentou que a atuação da Justiça deve ser para combater informações falsas sem impedir que a população utilize as plataformas digitais para se organizar politicamente.
“O que nós queremos é uma disputa que seja equilibrada, que as duas campanhas sejam tratadas da mesma forma. Uma coisa é você punir fake news, outra coisa é você impedir, proibir que a sociedade se organize por meio das redes sociais”, disse Edinho.
No último final de semana, um canal do deputado federal André Janones (Rede-MG) foi suspenso por suposta propagação de desinformação. A decisão foi revertida nesta terça-feira (13). Durante o encontro com os dois dirigentes partidários, Nunes Marques relatou que nas eleições deste ano houve um aumento de 217,65% no número de processos em relação ao pleito de 2022. O presidente do TSE alertou para o risco de decisões judiciais conflitantes e de restrições ao debate entre os candidatos.



