Campanhas de Flávio e Lula buscam acordo para reduzir ações judiciais

Representantes jurídicos das duas candidaturas se reúnem nesta quarta após orientação do TSE. Judicialização cresceu 217,65% após primeiro turno.

Campanhas de Flávio e Lula buscam acordo para reduzir ações judiciais
Senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Reprodução — Foto: Senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva  • Reprodução

Representantes jurídicos das campanhas do senador Flávio Bolsonaro e do presidente Lula devem se reunir nesta quarta para buscar consenso sobre redução de ações judiciais.

Representantes jurídicos das campanhas do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúnem nesta quarta-feira (14) para buscar um consenso sobre a redução da judicialização na corrida presidencial. O encaminhamento para buscar um acordo foi definido em reunião convocada na terça-feira (13) pelo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, com representantes das duas candidaturas.

Segundo apurou a CNN com integrantes das duas campanhas, a tendência é construir um acordo para reduzir as representações. Entre as possibilidades discutidas está a retirada de direitos de resposta relacionadas ao primeiro turno e representações antigas da pré-campanha que já perderam o objeto. Os termos do acordo ainda serão negociados.

Os ministros buscam maneiras de reduzir a judicialização por meio de um compromisso das campanhas com o cumprimento dos parâmetros já estabelecidos pela Corte e de medidas para evitar a repetição de irregularidades, segundo interlocutores que participaram do encontro. Nesse debate, os jurídicos também apontam a necessidade de participação das plataformas digitais para impedir a contratação de impulsionamento irregular e reforçar a moderação de conteúdos nos canais, conforme os compromissos previstos em seus planos de integridade.

De acordo com o TSE, nos nove dias seguintes ao primeiro turno foram registrados 162 processos de representação e direito de resposta, contra 51 no mesmo período de 2022 — um aumento de 217,65%. Na reunião, foi apontado o risco de decisões conflitantes e de restrição ao debate entre os candidatos.

A Corte também alertou para o crescimento de conteúdos de desinformação contra a Justiça Eleitoral entre o primeiro e o segundo turnos, além da exposição de dados pessoais e de agressões a servidores. Foi destacada a necessidade de atuação das campanhas junto às militâncias para prevenir condutas que possam gerar confrontos no dia da votação.

Participaram da reunião os ministros Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Marco Aurélio Bellizze e Estela Aranha. A campanha de Flávio foi representada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri e pelo senador Rogério Marinho. Pela campanha de Lula, estiveram presentes Fernando Neves, Henrique Neves, Wellington Dias, Ângelo Ferraro, Edinho Silva e Miguel Novaes.

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