Recursos destinados a 16 países da UE incluem sistemas de detecção aérea e vigilância de fronteiras terrestres e marítimas

Comissão Europeia anunciou 130 milhões de euros para reforçar segurança das fronteiras da UE diante do aumento de ameaças com drones russos
A Comissão Europeia anunciou a liberação de 130 milhões de euros (cerca de R$ 740 milhões) para reforçar a segurança das fronteiras da União Europeia diante do aumento das ameaças provocadas por drones russos, segundo comunicado divulgado na terça-feira (13).
Os recursos serão utilizados na compra e instalação de equipamentos de vigilância, sistemas de detecção de aeronaves não tripuladas e tecnologias capazes de ajudar as autoridades a responder a possíveis invasões do espaço aéreo por Moscou. O financiamento beneficiará 16 países do bloco, entre eles Polônia, Alemanha, França, Finlândia, Estônia, Letônia e Lituânia, além da Noruega.
O objetivo é ampliar a proteção de fronteiras terrestres e marítimas, aeroportos, portos e postos de controle, especialmente em áreas expostas a atividades hostis e ameaças à segurança. O reforço ocorre após uma série de incidentes com drones na Europa, principalmente em países próximos à Rússia, como a Polônia e os Estados bálticos.
Nesta quinta-feira (15), duas embarcações comerciais foram atingidas por drones perto da costa da Romênia, no Mar Negro. As autoridades romenas investigam a origem dos ataques. O país registrou diversas incursões de drones russos em seu território. Em maio, um desses equipamentos atingiu um prédio residencial na cidade de Galati, provocando um incêndio e deixando duas pessoas feridas.
Os 130 milhões de euros se somam a outros 250 milhões anunciados em dezembro de 2025 e a 169 milhões disponibilizados neste ano para equipamentos de vigilância e sistemas antidrones. Com isso, o orçamento europeu destinado a essas tecnologias por meio dos fundos de segurança interna ultrapassa 500 milhões de euros, de acordo com a Comissão Europeia.
Além da aquisição de equipamentos, o dinheiro poderá também financiar treinamento de agentes, desenvolvimento de sistemas de informação e integração das tecnologias de vigilância utilizadas pelos países participantes. Segundo a Comissão Europeia, os projetos poderão ser executados até dezembro de 2029.



