EUA negam interferência nas eleições brasileiras, diz porta-voz do Departamento de Estado

Amanda Roberson afirmou que os norte-americanos querem ver eleições livres e transparentes no Brasil, em resposta a suspeitas levantadas pelo presidente Lula

EUA negam interferência nas eleições brasileiras, diz porta-voz do Departamento de Estado
Porta-voz do Departamento de Estado dos EUA nega interferência eleitoral. Foto: Assessor de Lula defende cooperação com EUA no combate a facções

A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Amanda Roberson, afirmou que os norte-americanos não têm interesse em interferir nas eleições brasileiras.

A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, afirmou que os norte-americanos não têm interesse em interferir nas eleições brasileiras. A declaração foi dada em resposta a questionamentos sobre as suspeitas levantadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que manifestou preocupações diretamente ao governo americano.

Roberson foi categórica ao negar qualquer envolvimento. “Trabalhando assim dentro de outros países sobre eleições não é parte da nossa estratégia”, afirmou. Ela acrescentou que os EUA estão focados em suas próprias prioridades, como segurança, prosperidade e paz.

Ao ser questionada sobre uma eventual preferência do governo americano por algum candidato ou resultado eleitoral específico no Brasil, a porta-voz também foi direta. Segundo ela, não há nenhum tipo de preferência e a decisão sobre quem será o próximo líder do Brasil cabe exclusivamente ao povo brasileiro.

“Acreditamos que a eleição, como um Brasil, um país soberano, independente, queremos ver eleições livres, transparentes e vamos ver com os brasileiros o resultado”, declarou.

Apesar das negativas quanto à interferência eleitoral, Roberson fez críticas à postura do Brasil no enfrentamento ao crime organizado. Ela afirmou que o governo americano espera que o Brasil adote medidas mais agressivas contra grupos criminosos como o PCC e o Comando Vermelho.

Quando questionada se essa cobrança indicava preferência por um governo brasileiro mais ativo nessa área, ela reiterou que os brasileiros decidirão quem será o próximo presidente e que os EUA estão preparados para trabalhar com qualquer lado do espectro político, especialmente no campo da segurança nacional.

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